Tradução: A Vinda do Verme Branco, 7 (C. A. Smith)

Evagh, aturdido, interrogou Dooni e foi respondido conforme o que perguntara. E às vezes a voz de Ux Loddhan lhe respondia e às vezes havia murmúrios ininteligíveis que expressavam aqueles outros entre os fantasmas chorosos. Muito Evagh aprendeu sobre a origem e a essência do verme, e aprendeu o segredo de Yikilth e a maneira pela qual Yikilth flutuara dos abismos transárticos para viajar pelos mares da Terra. Sempre, ao ouvir, o seu horror aumentava, ainda que atos de magia negra e conjurações de demônios […]

Tradução: A Vinda do Verme Branco, 6 (C. A. Smith)

Um a um, nas noites precedentes à cerimônia de adoração, os companheiros de Evagh sumiram. O último polariano foi o seguinte, e então eis que somente Evagh, Ux Loddhan e Dooni foram à torre, depois Evagh e Ux Loddhan foram sozinhos. O terror aumentava diariamente em Evagh, pois ele sentia que a sua própria vez estava próxima e ele teria pulado de uma das rampas mais altas de Yikilth até o mar se Ux Loddhan, ao perceber sua intenção, não lhe tivesse advertido que nenhum […]

Tradução: A Vinda do Verme Branco, 5 (C. A. Smith)

O grande iceberg seguia sempre para o sul, levando seu inverno letal a terras onde o sol de verão passava alto. E Evagh mantinha-se em silêncio, seguindo de todas as formas o costume de Dooni e Ux Loddhan e dos outros. Em intervalos regulados pelo movimento das estrelas circumpolares os oito magos subiam à alta câmara em que habitava perpetuamente Rlim Shaikorth, meio enrolado em seu divã de gelo. Lá, em um ritual cujas cadências correspondiam à queda das lágrimas em forma de olhos que […]

Tradução: A Vinda do Verme Branco, 4 (C. A. Smith)

Ao ver tal entidade a pulsação de Evagh se deteve por um instante, tal o terror e logo a seguir do terror as suas entranhas se revoltaram dentro dele, tal o excesso de nojo. Em todo o mundo nada havia que pudesse ser comparado à asquerosidade de Rlim Shaikorth. De alguma forma ele tinha a semelhança de um gordo verme branco, mas seu volume era maior que o de um elefante-marinho. Sua cauda espiralada era tão grossa quanto as dobras medianas de seu corpo e […]

Tradução: A Vinda do Verme Branco, 3 (C. A. Smith)

Ele teria fugido da casa, sabendo que sua magia era totalmente ineficaz contra aquilo. Mas compreendeu que a morte estava na exposição direta aos raios do iceberg e que se deixasse a casa ele forçosamente entraria naquela luz fatal. E também compreendeu que ele só, entre os que viviam naquele trecho de lito­ral, tinha sido excluído da morte. Não podia supor a razão de sua exceção, mas concluiu por fim que era melhor permanecer paciente e sem medo, à espera do que lhe devesse acontecer. […]

Tradução: A Vinda do Verme Branco, 2 (C. A. Smith)

De volta à sua casa antes da noite, queimou junto a cada porta e janela as resinas que são mais ofensivas aos demônios do norte, e em cada ângulo por onde um espírito pudesse entrar ele situou um de seus familiares para guardar contra a intrusão. Depois, enquanto Ratha e Ahilidis dormiam, ele pesquisou com cuidado diligente nos escritos de Pnom, nos quais estão coletados muitos exorcismos poderosos. Mas o tempo todo, enquanto lia para seu conforto os velhos autógrafos, ele se lembrava melancolicamente dos […]

Tradução: A Vinda do Verme Branco, 1 (C. A. Smith)

Por residir junto ao mar boreal, o feiticeiro Evagh costumava ver muitos por­ten­tos inesperados no verão. O sol ardia gélido sobre Mhu Thulan, pendente de um firmamento límpido e desbotado como gelo. Ao entardecer a aurora se esten­dia do horizonte ao zênite, como uma cortina de um palácio dos deuses. Débeis e raras eram as papoulas e pequenas as anêmonas nos vales que entre­me­avam os rochedos além da casa de Evagh, e os frutos de seu jardim murado eram pálidos por fora e verdes por […]

Tradução: A Vinda do Verme Branco, Índice (C. A. Smith)

“A Vinda do Verme Branco” (The Coming of the White Worm) é um conto de aproximadamente sete mil palavras publicado em abril de 1941, na revista Stirring Science Fictions. É um dos poucos textos de ficção publicados por Ashton-Smith após a morte de H. P. Lovecraft, seu mentor e amigo por correspondência. Nesta segunda fase, Ashton-Smith passa a exercer mais liberdade na estruturação de suas histórias, abordando sem receios temas que teriam escandalizado seu círculo de amigos. Nesta história, em especial, que é considerada como […]

Tradução: Vulthoom (C.A. Smith)

“Vulthoom” é uma noveleta de Clark Ashton-Smith escrita e publicada em 1935 e pertencente ao breve ciclo de histórias marcianas do autor, nas quais geralmente temos o [desastroso] encontro de terráqueos com os perigos e enigmas do planeta Marte, aqui chamado de Aihai. Além de “Vulthoom” este ciclo é composto pelos contos “O Habitante do Abismo” (The Dweller in the Gulf) e “As Criptas de Yoh-Vombis” (The Vaults of Yoh-Vombis), além de um conto chamado “A Muda Marciana” (The Seedling of Mars), no qual não […]

Pegadas no Pó

Original de Clark Ashton-Smith. Traduzido a partir da versão online em Eldritch Dark. …Os antigos magos o conheceram, e lhe deram o nome de Quachil Uttaus. Rara­mente se revela, pois reside além do mais externo círculo, no escuro limbo do tempo e espaço além das esferas. Ter­rí­vel é a pala­vra que o chama, mas tal pala­vra per­ma­­nece impro­­nun­ciada, exceto em pen­sa­men­tos, pois Quachil Uttaus é a última cor­rup­­ção e o ins­­tante de sua vinda é como a pas­sa­gem de muitas eras, e nem a carne […]

[Tradução] Abandonados em Andrômeda [10]

Os dois estavam cansados demais de seus trabalhos hercúleos para que pudessem devotar muito tempo e energia à especulações do tipo. Encontraram um lugar abrigado em um ângulo formado pelas paredes e se sentaram. Estavam forçosamente sem comer desde a refeição que lhes fora dada pelos pigmeus ainda de madrugada e parecia não haver possibilidade imediata de encontrar o que comer. Estavam desesperados e não parecia haver nenhuma esperança de aliviar a depressão que envolvia aqueles homens condenados.[…]