{"id":1869,"date":"2014-09-16T18:42:34","date_gmt":"2014-09-16T21:42:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/?p=1869"},"modified":"2017-08-13T00:22:05","modified_gmt":"2017-08-13T03:22:05","slug":"o-nascimento-de-filipe-c-pinto","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2014\/09\/o-nascimento-de-filipe-c-pinto\/","title":{"rendered":"O Nascimento de Filipe C. Pinto"},"content":{"rendered":"<p>Tudo come\u00e7ou nos tempos do Orkut. Eu j\u00e1 havia utilizado alguns perfis falsos (&#8220;fakes&#8221;) para postar naquela plataforma algum conte\u00fado mais pol\u00eamico. Alguns desses perfis eram verdadeiramente lend\u00e1rios, como o &#8220;Sumo Sacerdote da Silva&#8221;, suposto l\u00edder da &#8220;Igreja Orkutista da Salva\u00e7\u00e3o&#8221;, e a depravada &#8220;Sofista Loura&#8221; (uma alus\u00e3o a Sophia Loren), que publicou na &#8220;Novos Escritores do Brasil&#8221; um texto escatol\u00f3gico produzido a partir do [Bonsai Story Generator](http:\/\/www.critters.org\/bonsai). Filipe C. Pinto foi o ponto culminante das minhas trollagens orkutianas. Percebendo que havia certa resist\u00eancia \u00e0 minha obra motivada pelas pol\u00eamicas em que eu me envolvia, criei este perfil falso e o utilizei para postar em uma comunidade liter\u00e1ria um conto genial do H. G. Wells que, como eu esperava, foi desancado ou ignorado pelos foristas, tal como faziam com os meus.<\/p>\n<p>Mas o tempo passou e eu deixei Filipe de lado, primeiro porque desencanei da ideia de que devo agradar aos outros e passei a me dedicar \u00e0 cada vez mais dura empreitada de agradar a mim mesmo. Hoje quando posto um texto, onde quer que seja, sei que terei poucas curtidas e poucos elogios. J\u00e1 me conformei que o mercado liter\u00e1rio n\u00e3o est\u00e1 aberto para gente como eu, que vive e pensa no interior do Brasil. O p\u00fablico \u00e9, em sua grande parte, urbano e mais jovem do que eu, uma gera\u00e7\u00e3o diferente, que n\u00e3o s\u00f3 teve experi\u00eancias diferentes das minhas mas tamb\u00e9m me despreza, n\u00e3o s\u00f3 por eu ser a gera\u00e7\u00e3o anterior, mas tamb\u00e9m pela minha ideologia e pelos meus valores.<\/p>\n<p>S\u00f3 que a piada era boa demais para ser esquecida. Filipe C. Pinto era uma brincadeira com o nome do autor americano Phillip K. Dick, que continua sendo um de meus maiores \u00eddolos. Sem falar que ter um pseud\u00f4nimo, um &#8220;alter ego&#8221;, um heter\u00f4nimo, \u00e9 sempre \u00fatil. No meu caso se tornou \u00fatil para separar as minhas tradu\u00e7\u00f5es de minhas publica\u00e7\u00f5es originais. Por isso decidi ressuscit\u00e1-lo e a partir de hoje assinar como &#8220;Filipe C. Pinto&#8221; as minhas tradu\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m alguns outros textos. Tamb\u00e9m pretendo voltar usar perfis falsos para as tretas de facebook, para que a minha sinceridade ofensiva n\u00e3o respingue na minha reputa\u00e7\u00e3o de autor (se \u00e9 que tenho uma).<\/p>\n<p>Vamos ver se esta dicotomia me ajudar\u00e1 a atingir uma separa\u00e7\u00e3o melhor entre tipos de conte\u00fado e me afastar\u00e1 de danos gratuitos \u00e0 minha imagem. Aqui no blog, por\u00e9m, continuo sendo eu e eu, junto a mim mesmo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo come\u00e7ou nos tempos do Orkut. 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