{"id":2586,"date":"2015-04-12T22:03:35","date_gmt":"2015-04-13T01:03:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/?p=2586"},"modified":"2017-11-19T12:40:47","modified_gmt":"2017-11-19T15:40:47","slug":"o-fetiche-do-numero-na-literatura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2015\/04\/o-fetiche-do-numero-na-literatura\/","title":{"rendered":"O Fetiche do N\u00famero na Literatura"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Ultimamente eu venho me sentindo como quem escreve no meio de uma guerra.&#8221; Este \u00e9 um sentimento ecoado por um jovem autor americano, diante das ideias que predominam no meio liter\u00e1rio de l\u00e1. Ideias que, como um lento veneno, se espalham pelo mundo e v\u00e3o esterilizando outras literaturas, at\u00e9 transform\u00e1-las no cad\u00e1ver ambulante e perfumado em que se transformou a fic\u00e7\u00e3o ianque.<\/p>\n<p>Os novos autores parecem obcecados por n\u00e3o escreverem bastante r\u00e1pido ou com suficiente frequ\u00eancia, somo se fossem galinhas obrigadas a manter uma quota de ovos para n\u00e3o acabarem engrossando uma canja. H\u00e1 os que lamentam n\u00e3o conseguirem, h\u00e1 os que se orgulham de produzirem milhares de palavras por dia, como se a diarreia fosse um sinal de boa sa\u00fade.<\/p>\n<p>Esta deformidade conceitual sobre a literatura resulta da difus\u00e3o do apelo ao n\u00famero, um entre os muitos erros de racioc\u00ednio que dificultam o entendimento entre n\u00f3s. Infelizmente, um erro comum e que n\u00e3o deixar\u00e1 de ser cometido t\u00e3o cedo porque os n\u00fameros s\u00e3o s\u00edmbolos fortes. Por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma confiss\u00e3o de burrice mais evidente, a n\u00e3o ser, talvez, a grosseria do ataque pessoal. O apelo ao n\u00famero pode ser resumido, essencialmente, na incapacidade de compreender a diferen\u00e7a entre qualidade e quantidade. Racioc\u00ednios mais simpl\u00f3rios adoram explorar a quantidade porque ela \u00e9 transparente e mensur\u00e1vel, enquanto a qualidade \u00e9 esf\u00edngica e complexa. Em suma: apelar ao n\u00famero \u00e9 se conformar com uma compreens\u00e3o rasa da realidade. <em>N\u00e3o \u00e9 o tipo de coisa que pessoas inteligentes deveriam fazer.<\/em><\/p>\n<p>Que o apelo ao n\u00famero seja popular entre os formados em exatas, n\u00e3o me causa surpresa. A forma\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea tende a ser predominantemente anal\u00edtica e sequencial, avessa a sistematiza\u00e7\u00f5es e amiga de quantifica\u00e7\u00f5es. Engenheiros est\u00e3o mais interessados em quantas sacas de cimento ser\u00e3o usadas para construir uma obra do que em saber o que \u00e9, afinal, &#8220;cimento&#8221;, ou em que condi\u00e7\u00f5es ele foi produzido e transportado. A miopia do racioc\u00ednio num\u00e9rico n\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com as ci\u00eancias exatas. Embora a maioria dos adeptos de tais ci\u00eancias sejam bastante espertos para n\u00e3o se limitarem a isso, \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel ser um engenheiro competente, mas uma besta quadrada em termos de entendimento da economia, da pol\u00edtica e da sociedade. Tanto quanto \u00e9 poss\u00edvel um formado em ci\u00eancias sociais entender melhor de tudo isso mas n\u00e3o conseguir prever que colocar muito peso na ca\u00e7amba de uma pickup pode faz\u00ea-la capotar. O que torna as pessoas competentes al\u00e9m de meras habilidades adestradas \u00e9 a capacidade de s\u00edntese, \u00e9 o di\u00e1logo com diferentes formas de pensar. Dizia o te\u00f3logo que devemos temer ao homem que s\u00f3 leu um livro (&#8220;timeo hominem unius libri&#8221;), mas isso pode ser expandido para um conceito mais amplo: devemos temer a quem s\u00f3 enxerga a realidade por um lado s\u00f3.<\/p>\n<p>Que o apelo ao n\u00famero seja encontrado entre autores e leitores de literatura \u00e9 algo mais complexo. Pode ser reflexo do fetiche das exatas, que, em nosso pa\u00eds, foram colocadas em um pedestal pelo paradigma tecnicista (ou tecnofascista) da ditadura, ou pode ser simplesmente falta de sofistica\u00e7\u00e3o intelectual: \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel ser burro e ainda escrever bem&#8230; tanto quanto \u00e9 poss\u00edvel que um g\u00eanio escreva uma prosa horr\u00edvel.<\/p>\n<p>Causa-me espanto a facilidade com que o apelo ao n\u00famero se populariza entre os leitores e autores de literatura no Brasil. Refiro-me, claro, \u00e0 ideia de que o escritor deve se submeter a &#8220;t\u00e9cnicas&#8221; e &#8220;truques&#8221; para aumentar a sua &#8220;produtividade.&#8221; A popularidade desses conceitos revela o quanto a literatura brasileira e seu p\u00fablico est\u00e3o de quatro e com as cal\u00e7as abaixadas diante da ideologia do <em>best-seller<\/em>, que consiste na transforma\u00e7\u00e3o do fazer liter\u00e1rio em uma linha de montagem de produtos padronizados. O conceito de &#8220;produtividade&#8221; \u00e9 origin\u00e1rio da organiza\u00e7\u00e3o empresarial e foi enxertado no contexto liter\u00e1rio a partir do momento em que escrever deixa ser um processo art\u00edstico e pessoal e passa a ser o fornecimento de um produto a um mercado.<\/p>\n<p>S\u00e3o poucas as vozes que [questionam a validade do mito do escritor produtivo]) porque a literatura \u00e9 cada vez mais vista como uma ferramenta de alpinismo social, e n\u00e3o como uma busca pessoal e art\u00edstica. O fazer liter\u00e1rio passou a ser um acess\u00f3rio: importa se vende, n\u00e3o &#8220;o que&#8221; se vende.  Os jovens autores cresceram vendo a divulga\u00e7\u00e3o de autores de best-sellers, como Sydney Sheldon, Paulo Coelho, Stephen King, J. K. Rowling, George R. R. Martin e outros menos cotados e adquiriram a aspira\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria n\u00e3o porque admirem os resultados, mas porque invejam o dinheiro, os bens materiais e a tietagem que existem em torno de tais nomes. Estes autores que constroem suas carreiras de cabe\u00e7a para baixo, pensando primeiro em se tornarem famosos e depois tentando adivinhar o que devem escrever para conseguirem isso, s\u00e3o o p\u00fablico ideal para charlat\u00e3es de todo tipo.<\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p>H\u00e1 charlat\u00e3es que controlam postos de ped\u00e1gio e h\u00e1 os que vendem facilidades. Temos as editoras que se prop\u00f5em a dar &#8220;tratamento profissional&#8221; a qualquer amontoado de inanidades escrito por qualquer um que tenha lido tr\u00eas ou quatro livros na vida. Temos os que supostamente ensinam &#8220;os interessados&#8221; (o que \u00e9 o mesmo que dizer &#8220;qualquer um&#8221;) a produzir obras liter\u00e1rias conforme os padr\u00f5es do mercado. Tudo, claro, mediante um pagamento em dinheiro. Afinal, o vil metal \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para tudo. Se voc\u00ea tem dinheiro voc\u00ea pode pagar para ser um autor. Paga revisor, paga diagramador, paga capista, paga para p\u00f4r um nome de editora na capa de seu livro. Para todo tipo de necessitado, existe algum profissional disposto a vender conforto. Este \u00e9 o mercado lucrativo que nos EUA se chama de &#8220;vanity press&#8221;, um setor da economia inteiramente dedicado a separar de seu dinheiro aqueles que sonham em ser escritores. Um mercado que n\u00e3o vende para leitores, mas para pretensos escritores.<\/p>\n<p>Uma das vertentes deste mercado \u00e9 a que pretende ensinar a escrever. Como se trata de um mercado viciado, em que normalmente cegos guiam outros cegos, o que se ensina \u00e9 algo que possa ser quantificado e padronizado, resultando em um produto. Ensinam-se t\u00e9cnicas, porque o mercado \u00e9 superficial e reducionista. Ensinam-se truques, porque o sucesso do mercado se baseia na ideia de cortar etapas e custos, chegando primeiro aonde os outros chegar\u00e3o depois (e n\u00e3o importa se voc\u00ea chega primeiro com um produto inferior, a hist\u00f3ria do capitalismo est\u00e1 cheia de exemplos em que o melhor produto n\u00e3o &#8220;emplaca&#8221; porque chega depois). Truques e t\u00e9cnicas que consistem, basicamente, em reduzir o fazer liter\u00e1rio \u00e0 sua express\u00e3o mais simples, abolindo transversalidades, complexidades. A obra deve seguir um esquema, por v\u00e1rios motivos.<\/p>\n<p>Uma obra esquem\u00e1tica \u00e9 mais f\u00e1cil de ler porque o leitor j\u00e1 mais ou menos espera o que vai encontrar. &#8220;Aqui&#8221; o her\u00f3i fatalmente enfrentar\u00e1 um desafio e &#8220;esse relacionamento&#8221; provavelmente \u00e9 uma armadilha. Leram Campbell e entenderam que tudo se reduz a clich\u00eas. A obra esquem\u00e1tica \u00e9 tamb\u00e9m f\u00e1cil de escrever: ela n\u00e3o requer nenhum tipo de sofistica\u00e7\u00e3o ou filosofia, ela pode ser produzida por algu\u00e9m com pouqu\u00edssima cultura ou experi\u00eancia de vida, porque ela n\u00e3o \u00e9 uma narrativa pessoal e nem uma explora\u00e7\u00e3o intelectual, mas meramente uma montagem estilo Lego em que alguns elementos predefinidos s\u00e3o arranjados. As arestas podem ser aparadas por um revisor e logo temos outra obra perfeitamente adequada ao mercado, mas que n\u00e3o diz cousa alguma sobre quem \u00e9 o seu autor, quais suas ideias, sonhos, perspectivas e objetivos. Tudo \u00e9 ralo, padronizado, pasteurizado. At\u00e9 mesmo a ligeira cor local que alguns autores colocam em suas obras reflete uma ambi\u00eancia &#8220;macumba para turista&#8221;, alguns chegando ao ponto de escolher pseud\u00f4nimos f\u00e1ceis para aceita\u00e7\u00e3o no &#8220;mercado internacional&#8221;. Como uma fileira de garotas &#8220;de boa apar\u00eancia&#8221; fazendo trottoir no cal\u00e7ad\u00e3o diante dos turistas gringos.<\/p>\n<p>Essa literatura prostitu\u00edda idolatra a quantidade porque ela pode ser reduzida a um n\u00famero. Se \u00e9 dif\u00edcil saber se um relacionamento foi satisfat\u00f3rio, o jovem se orgulha de ter &#8220;comido mais de cem.&#8221; A profundidade \u00e9 trocada pela abrang\u00eancia. Assim, est\u00e1 na moda escrever e ler livros grossos. At\u00e9 mesmo autores experientes, como o King, se renderam a escrever obras mais volumosas para n\u00e3o ficarem para tr\u00e1s. &#8220;A Incendi\u00e1ria&#8221; (1981) tinha 426 p\u00e1ginas e j\u00e1 era excepcionalmente grande em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia de sua obra, mas &#8220;Sob a Redoma&#8221; (2013) chegou a 1074 p\u00e1ginas (no original ingl\u00eas, em ambos os casos). Certamente um leitor de King julgaria &#8220;pouco desenvolvido&#8221; um texto como &#8220;A Sombra em Innsmouth&#8221; (de H. P. Lovecraft), com suas magras 160 p\u00e1ginas (incluindo pref\u00e1cio, \u00edndice, notas, biografia e o escambau).<\/p>\n<p>O fetiche do n\u00famero se expressa de diversas maneiras: quantas obras o autor escreveu, quantas p\u00e1ginas tem cada obra, quantos exemplares vendeu, quanto dinheiro ganhou, de quantas feiras liter\u00e1rias participou. Acredito, por\u00e9m, que o exemplar mais nocivo desta fauna de fal\u00e1cias seja o mito da produtividade a que venho aludindo desde o come\u00e7o. A combina\u00e7\u00e3o do fetiche num\u00e9rico com o mito da produtividade transforma o ato de escrever em uma guerra, em que n\u00e3o h\u00e1 mais prazer, apenas contagens de caracteres e prazos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.huffingtonpost.com\/lev-raphael\/when-did-writing-become-a_b_6219332.html\">Lev Raphael<\/a> foi um dos primeiros autores americanos (e tinha que ser um autor independente e de baixa vendagem) a denunciar este absurdo. J\u00e1 faz um ano que ele publicou sua an\u00e1lise, observando com propriedade que <em>a sugest\u00e3o sensata de que autores iniciantes deveriam tentar escrever um pouco todo dia para adquirirem o h\u00e1bito passou a ser interpretada como um mandamento para autores em todas as fases de amadurecimento, em todas as \u00e9pocas.<\/em> Chegou-se ao ponto de se [analisar o ritmo de produ\u00e7\u00e3o de autores famosos do passado]), como se a imita\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos de tais autores tivesse o fetiche de nos tornar como eles.<\/p>\n<p>A cren\u00e7a m\u00e1gica no poder que o rabo tem para abanar o cachorro torna-se a cada dia mais popular. Eu n\u00e3o me surpreenderia se visse autores bebendo para escrever como Hemingway ou indo para a guerra para escreverem como Orwell &#8212; afinal, vejo o tempo todo autores que querem escrever tanto quanto Sartre ou Machado de Assis, pensando em serem t\u00e3o bons quanto eles.<\/p>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<p>Recentemente as redes sociais se encheram de um estranho culto a dois autores nacionais: Ryoki Inoue e R. F. Lucchetti. Eu acho positivo que se cultue autores nacionais, considerando que a cultura de massas nos empurra goela abaixo tanto autor estrangeiro que alguns de n\u00f3s se formam mais com leituras de tradu\u00e7\u00f5es do que de originais, o que nos afasta de nossa tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Mas quando olhamos com aten\u00e7\u00e3o o que se diz sobre tais autores, vemos que eles s\u00e3o admirados pelos motivos errados.<\/p>\n<p>Os f\u00e3s de Inoue e Lucchetti n\u00e3o est\u00e3o interessados <em>no que<\/em> eles escreveram. Boa parte desses honestos padawans que elogiam esses autores n\u00e3o leram suas obras, ou leram somente uma para poderem comentar a\u00ed abaixo que &#8220;eu li&#8221;, como se isso modificasse fundamentalmente o fato, este sim relevante, de que a fama desses autores decorre quase que exclusivamente de terem escrito, cada um, mais de mil livros. \u00c9 o fetiche do n\u00famero correndo desenfreadamente, e sendo repetido acefalamente por uma multid\u00e3o de gente que deveria saber o que diz, mas prefere o conforto de seguir quem vai na frente. Cegos guiam cegos.<\/p>\n<p>Inoue e Lucchetti podem ser bons ou maus autores, mas isso n\u00e3o importa para seus f\u00e3s. Importa que o primeiro esteja registrado no Guinness como o autor mais prol\u00edfico do mundo e que o segundo lhe fa\u00e7a sombra. N\u00e3o importa a mensagem que eles passaram, mas o fato de terem vivido de literatura a vida toda, escrevendo <em>qualquer coisa<\/em> que alguma editora quisesse publicar. Admiram o fato de Inoue contar que chegou a escrever tr\u00eas romances <em>por dia<\/em> em certa \u00e9poca de sua vida e querem saber de que forma ele conseguiu. N\u00e3o importa se os romances forem esquem\u00e1ticos ou se reciclarem trechos, tramas e personagens.  O que importa \u00e9 que foram escritos e publicados. \u00c9 preciso seguir o caminho que ele aponta, e este \u00e9 o caminho do autor que se rende totalmente \u00e0 ditadura do mercado e se submete a um ritmo tir\u00e2nico de produ\u00e7\u00e3o que, se serviu para eles, dificilmente pode ser imaginado como desej\u00e1vel ou mesmo adequado a outra pessoa.<\/p>\n<p>Parte do charme do fetiche do n\u00famero est\u00e1 na cren\u00e7a fascista de que existe <em>um<\/em> grande m\u00e9todo, uma grande verdade. Ainda que a realidade esfregue em nossa cara que o sucesso sempre \u00e9 rompido por algu\u00e9m que encontrou algo diferente, permanece a renitente cren\u00e7a de que o caminho certo \u00e9 o de seguir. Talvez seja este o papel reservado ao autor brasileiro na l\u00f3gica do mercado atual. Talvez tenhamos sorte de sermos &#8220;linha auxiliar&#8221; do processo produtivo. Quando se unem o fetiche do n\u00famero e o misticismo do m\u00e9todo, temos o ideal torto de que o autor deveria seguir o exemplo autoflagelante e autocastrador de autores como Inoue e Lucchetti, que aceitam ser usados como meras m\u00e1quinas de produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>Mas o autor precisa resistir a isso. A pregui\u00e7a \u00e9 uma arma de resist\u00eancia contra a tirania do n\u00famero. Famosos autores costumam postergar seus lan\u00e7amentos exatamente para poderem ter a ilus\u00e3o de controle. Ningu\u00e9m deseja conscientemente ser uma engrenagem perfeitamente ajustada no sistema, condenada a rodar segundo o ritmo das outras pe\u00e7as do grande maquinismo.<\/p>\n<p>Acredito ser cada vez mais necess\u00e1rio lembrar esta verdade, para que tentemos resistir \u00e0 ideia de que o modelo adequado para nossa literatura esteja no m\u00e9todo de Inoue e Lucchetti.<\/p>\n<p>Se ao menos estivesse em quest\u00e3o a qualidade liter\u00e1ria destes autores&#8230; mas, oh, n\u00e3o! Sempre s\u00e3o lembrados apenas pelo n\u00famero de livros escritos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Ultimamente eu venho me sentindo como quem escreve no meio de uma guerra.&#8221; Este \u00e9 um sentimento ecoado por um jovem autor americano, diante das ideias que predominam no meio liter\u00e1rio de l\u00e1. 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