{"id":494,"date":"2010-03-26T23:10:00","date_gmt":"2010-03-27T02:10:00","guid":{"rendered":"http:\/\/letraseletricas.blog.br\/lit\/?p=494"},"modified":"2017-11-02T14:10:03","modified_gmt":"2017-11-02T17:10:03","slug":"12-verdades-doidas-e-uma-confissao-desesperada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2010\/03\/12-verdades-doidas-e-uma-confissao-desesperada\/","title":{"rendered":"12 Verdades Do\u00eddas e uma Confiss\u00e3o Desesperada"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p>Este post foi comentado e atualizado em 21\/12\/2014. Confira <a href=\"\/lit\/2014\/12\/12-verdades-doidas-57-meses-depois\">aqui<\/a> o que mudou no meu modo de pensar.<\/p>\n<\/blockquote>\n<ol>\n<li>\n<dl>\n<dt>Escrever \u00e9 um privil\u00e9gio, e n\u00e3o um direito.<\/dt>\n<dd>N\u00e3o adianta reclamar. Alguns nascem com &#8220;talento&#8221;, outros nascem sem. A \u00fanica coisa que pode minorar o abismo entre um talento bruto e um reles mortal \u00e9 uma dedica\u00e7\u00e3o extrema, mas mesmo assim os dedicados sempre estar\u00e3o no segundo time se os talentosos tiverem dedica\u00e7\u00e3o equivalente. O rem\u00e9dio para isso? Deixe de amaldi\u00e7oar os deuses e fa\u00e7a o que gosta: ser um sucesso exige seu esfor\u00e7o, mas n\u00e3o \u00e9 como &#8220;acerte a bola no palha\u00e7o e ganhe um ursinho de pel\u00facia&#8221;.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<li>\n<dl>\n<dt>N\u00e3o existe pseudo-intelectual.<\/dt>\n<dd>N\u00e3o adianta espernear, as pessoas s\u00e3o &#8220;intelectuais&#8221; (cultas) ou &#8220;mobrais&#8221; (acham que cultura \u00e9 de comer). No m\u00e1ximo h\u00e1 pessoas que se acham mais cultas do que realmente s\u00e3o, mas se voc\u00ea reparar elas s\u00e3o, de fato, bastante cultas. Muito cuidado, pois os &#8220;pseudo-intelectuais&#8221; de quem voc\u00ea tem raiva podem ser pessoas mais cultas e mais talentosas do que voc\u00ea: \u00e9 natural do ser humano ter inveja. Talvez voc\u00ea esteja apenas se negando a aceitar a superioridade de algu\u00e9m sobre voc\u00ea.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<li>\n<dl>\n<dt>Motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 algo interno, n\u00e3o externo.<\/dt>\n<dd>Basicamente isso quer dizer que qualquer pessoa que n\u00e3o esteja passando a m\u00e3ozinha na sua cabe\u00e7a vai reagir mal a chantagenzinha emocional do tipo &#8220;se voc\u00eas gostarem eu continuo escrevendo&#8221;. Eu, particularmente, gostaria de dizer a cada um que posta frases dessas: rasgue tudo e jogue no lixo e vai jogar bola, de prefer\u00eancia nunca mais escreva. Voc\u00ea n\u00e3o deve escrever para agradar ningu\u00e9m al\u00e9m de si mesmo, pelo menos no in\u00edcio. Simplesmente porque as primeiras centenas de p\u00e1ginas que vai escrever n\u00e3o agradar\u00e3o nem \u00e0 sua m\u00e3e (mas ela vai elogiar porque te ama). Ent\u00e3o, ou voc\u00ea <strong>quer<\/strong> fazer isso e est\u00e1 disposto a dedicar-se ou ent\u00e3o vai ca\u00e7ar outra coisa na vida para fazer. Uns escrevem, outros colecionam selos, outros fazem academia. O ideal seria se todos lessem, mas parece que nem os que escrevem andam mais gostando de fazer isso.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<li>\n<dl>\n<dt>Tudo que voc\u00ea escreve \u00e9, na maioria das vezes, porcaria.<\/dt>\n<dd>Voc\u00ea \u00e9 a \u00faltima pessoa que tem autoridade para achar que o que voc\u00ea escreve presta. No m\u00e1ximo, voc\u00ea pode <em>gostar<\/em> do que escreve, o que, convenhamos, \u00e9 o seu primeiro objetivo, pois voc\u00ea \u00e9 (ou deveria ser) o seu primeiro leitor (alguns escritores detestam tanto ler que nem se d\u00e3o ao trabalho de ler o que escreveram para ouvir como soa). \u00c9 prov\u00e1vel que todos os autores acham que escrevem bons livros (talvez mesmo aqueles que ganharam muito dinheiro escrevendo porcarias e resolveram ignorar a cr\u00edtica). Eu j\u00e1 vi pessoas dizerem, com vontade, que sabiam que tinham talento e que tinham confian\u00e7a em seu texto. Em geral n\u00e3o escreviam nada que realmente prestasse, apenas um pouco acima da m\u00e9dia. N\u00e3o quero, por\u00e9m, dizer que voc\u00ea deva jogar suas porcarias fora. Em primeiro lugar, n\u00e3o fa\u00e7a isso porque d\u00e1 para ir remendando com o tempo, e o trabalho de remendar pode te ensinar a escrever porcarias menos lament\u00e1veis no futuro. Em segundo lugar, porque pode existir um mercado para porcarias (como Paulo Coelho demonstrou). E em terceiro porque essas porcarias v\u00e3o sair nas suas &#8220;Obras Completas&#8221; quando voc\u00ea morrer famoso\u2026<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<li>\n<dl>\n<dt>Seus amigos s\u00f3 te elogiam porque s\u00e3o seus amigos.<\/dt>\n<dd>N\u00e3o confie em amigos, parentes, vizinhos, namoradas, etc. Essas pessoas v\u00e3o sempre elogiar o seu trabalho a fim de preservarem o relacionamento que t\u00eam com voc\u00ea. O melhor elogio \u00e9 o sil\u00eancio daqueles que gostariam de apontar seus erros.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<li>\n<dl>\n<dt>N\u00e3o existem &#8220;cr\u00edticas construtivas&#8221;, existem apenas cr\u00edticas.<\/dt>\n<dd>Em geral quando uma cr\u00edtica \u00e9 feita de forma respeitosa, o criticado tende a entender como elogio, especialmente se a cr\u00edtica ressalta os aspectos positivos ao lado dos negativos. \u00c9 a velha hist\u00f3ria do &#8220;sa\u00fade dez, educa\u00e7\u00e3o zero, a m\u00e9dia \u00e9 cinco, ent\u00e3o passei.&#8221; Por isso as melhores cr\u00edticas s\u00e3o aquelas que v\u00e3o at\u00e9 o osso, que apontam impiedosamente cada um dos defeitos do texto, que ridicularizam suas escorregadelas. Assim o autor enxerga onde realmente errou (ou ent\u00e3o resolve ignorar e insistir no erro at\u00e9 um dia, l\u00e1 pelos setenta anos de idade, descobrir que gastou quarenta anos evitando aceitar aquela cr\u00edtica). Tem gente que acha que isso \u00e9 falta de respeito, mas falta de respeito pior \u00e9 alimentar as ilus\u00f5es de um mau autor, sem nunca lhe esfregar na cara suas car\u00eancias. Os iludidos n\u00e3o evoluem, ficam achando que s\u00e3o bons e estacionam.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<li>\n<dl>\n<dt>O seu esfor\u00e7o n\u00e3o vale, me mostre o que voc\u00ea faz.<\/dt>\n<dd>\u00c9 um princ\u00edpio central da pedagogia moderna: valorizar o esfor\u00e7o do aluno na busca do conhecimento. Aplicado de forma indiscriminada, isso quer dizer que tanto faz ser competente ou incompetente, o que vale \u00e9 competir. Infelizmente a vida n\u00e3o \u00e9 uma escola moderna, a vida \u00e9 uma selva e todo mundo est\u00e1 l\u00e1 fora para te matar e comer se voc\u00ea n\u00e3o matar antes. N\u00e3o venha me dizer que voc\u00ea trabalhou dois anos nesse romance, \u00e9 prefer\u00edvel dizer que foram duas semanas e que voc\u00ea nem revisou. Se ele \u00e9 ruim isso s\u00f3 vai servir para mostrar que em dois anos de esfor\u00e7o voc\u00ea n\u00e3o conseguiu fazer nada que prestasse e talvez fosse melhor comprar uma vassoura em vez de um teclado novo. Pensando bem, n\u00e3o diga nada: deixe que sua obra fala por si e voc\u00ea vai descobrir, rindo, que as pessoas v\u00e3o achar nela um monte de coisas que voc\u00ea jura que n\u00e3o p\u00f4s\u2026<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<li>\n<dl>\n<dt>Se voc\u00ea fosse um g\u00eanio, algu\u00e9m j\u00e1 teria percebido.<\/dt>\n<dd>Ser g\u00eanio n\u00e3o \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o, nem \u00e9 necess\u00e1rio. \u00c9 perfeitamente poss\u00edvel, e talvez at\u00e9 mais f\u00e1cil, ser feliz como imbecil. Pode parecer estranho, mas mais a maioria das pessoas s\u00e3o apenas pessoas normais. G\u00eanios existem, mas eles n\u00e3o s\u00e3o apenas pessoas dotadas de &#8220;algo extraordin\u00e1rio&#8221;, eles s\u00e3o, principalmente, pessoas que tiveram condi\u00e7\u00f5es de desenvolver um potencial extraordin\u00e1rio. Portanto, se voc\u00ea chegou \u00e0 idade adulta sem ter estourado, n\u00e3o se mate por causa disso: sem o peso de ser g\u00eanio fica muito mais f\u00e1cil ser &#8220;bom&#8221; naquilo que faz. Afinal, se a genialidade traz uma s\u00e9rie de obriga\u00e7\u00f5es, a mediocridade traz uma s\u00e9rie de compensa\u00e7\u00f5es e muitos autores que entraram para a Hist\u00f3ria foram em vida tidos como med\u00edocres.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<li>\n<dl>\n<dt>N\u00e3o existem hist\u00f3rias originais, apenas hist\u00f3rias bem escritas.<\/dt>\n<dd>Praticamente todas as hist\u00f3rias que lemos seguem uma quantidade limitada de padr\u00f5es, que existem h\u00e1 s\u00e9culos ou mil\u00eanios, os chamados &#8220;arqu\u00e9tipos&#8221;. O seu personagem t\u00e3o pessoal provavelmente j\u00e1 tem verbete na enciclop\u00e9dia, s\u00f3 que com outro nome. Algu\u00e9m j\u00e1 disse que toda hist\u00f3ria narra &#8220;uma defesa, uma busca ou uma perda&#8221; e que todo personagem ser\u00e1 &#8220;her\u00f3i, vil\u00e3o ou buf\u00e3o&#8221;. Isso quer dizer que toda ideia brilhante que voc\u00ea teve assistindo o filme da moda \u00e9 parecida, no m\u00ednimo, com milhares de outras. A implica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica disso \u00e9 que a \u00fanica coisa que pode dar valor ao que escreve est\u00e1 no texto em si. Fa\u00e7a seu leitor gostar de ler e poder\u00e1 criar um \u00e9pico sobre bananas-da-terra samurais lutando contra lobisomens-repolho.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<li>\n<dl>\n<dt>Esque\u00e7a Paulo Coelho.<\/dt>\n<dd>Paulo Coelho \u00e9 a exce\u00e7\u00e3o, n\u00e3o a regra. Ele faz sucesso <strong>apesar<\/strong> de suas car\u00eancias, e n\u00e3o por causa delas. Imitar os defeitos dele para atingir o seu sucesso \u00e9 como repetir os erros cometidos durante a corrida pelo piloto que venceu imaginando que assim vencer\u00e1 tamb\u00e9m ou tentar desafinar como Zez\u00e9 di Camargo esperando ser convidado para ir cantar no Faust\u00e3o. Voc\u00ea s\u00f3 tem o direito de se espelhar em Paulo Coelho se voc\u00ea for de fam\u00edlia rica, ex-parceiro de um cantor famoso e tiver muita grana para gastar em <em>marketing<\/em> antes de come\u00e7ar a ganhar rios de dinheiro.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<li>\n<dl>\n<dt>N\u00e3o Imite <em>Best-Sellers<\/em> , Imite o que os Autores deles Leram.<\/dt>\n<dd>Se voc\u00ea segue as estradas principais, s\u00f3 vai chegar a lugares aonde muita gente vai. E l\u00e1, voc\u00ea s\u00f3 vai sobressair com sorte ou se fizer algo chocante, como por exemplo, matar a fam\u00edlia e ir ao cinema ou fazer <em>hara-kiri<\/em> ao som de m\u00fasica folcl\u00f3rica japonesa. Todo <em>best-seller<\/em> enseja uma onda de imita\u00e7\u00f5es: se imitar talvez consiga um limitado sucesso na esteira da fama do livro, mas quando o sucesso passar, as pessoas n\u00e3o v\u00e3o lembrar de voc\u00ea, porque s\u00f3 compraram por causa do <em>best-seller<\/em> e voc\u00ea, decerto, nunca viu andando por a\u00ed um rabo sem cachorro. Portanto, a menos que seja contratado de uma editora para produzir esses livros-salsicha para <em>fast-food<\/em> das massas, fazer imita\u00e7\u00f5es n\u00e3o vai melhorar em nada sua carreira. Uma outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 voc\u00ea conseguir fazer melhor que o original, mas geralmente quem \u00e9 capaz disso n\u00e3o gosta de imitar ningu\u00e9m, imita\u00e7\u00e3o \u00e9 para quem tem pouca imagina\u00e7\u00e3o.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<li>\n<dl>\n<dt>A Norma Culta N\u00e3o Existe Para Humilhar Ningu\u00e9m.<\/dt>\n<dd>Em geral as pessoas &#8220;descoladas&#8221; que protestam contra a norma culta n\u00e3o a dominam. \u00c9 a hist\u00f3ria da Raposa e das Uvas: aqueles que dominam a norma culta n\u00e3o a acham irracional, exagerada, dif\u00edcil ou mesmo inadequada. Protestos contra a norma culta s\u00e3o f\u00e1ceis na boca de gente ignorante: fil\u00f3logos e autores que sabem do que est\u00e3o falando nunca s\u00e3o arrasadores a ponto de dizer coisas do tipo &#8220;o importante \u00e9 a mensagem, o texto algu\u00e9m revisa depois&#8221;. Alguns autores subvertem alguma norma gramatical ou estil\u00edstica, mas eles geralmente fazem isso porque sabem aonde mexer: eles n\u00e3o atacam a gram\u00e1tica com marretas, mas com &#8220;martelinho de ouro&#8221;. Mesmo Fernando Sabino, que dizia depender mais de seu revisor do que de qualquer outra pessoa no mundo, se sentiria horrorizado de ver o n\u00edvel de baixo-orkut\u00eas que anda sendo praticado por aspirantes a futuros acad\u00eamicos. Da pr\u00f3xima vez que for combater quixotescamente as normas caducas da Academia, lembre-se que os modernistas que fizeram isso primeiro escreviam mais certo do que voc\u00ea, tinham mais talento do que voc\u00ea, tinham mais raz\u00e3o do que voc\u00ea\u2026 e as normas continuam a\u00ed, apenas adaptadas ao uso.<\/dd>\n<\/dl>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p><em>Confesso, abestalhado, que estou decepcionado, como dizia Raul, mas n\u00e3o por ter sido f\u00e1cil conseguir, mas porque, me parece, que, afinal, n\u00e3o h\u00e1 nada a conseguir. A literatura como eu a sonhava aos dezesseis anos \u00e9 uma arte que em breve n\u00e3o mais vai existir. No futuro sonoro e visual da humanidade ningu\u00e9m talvez sequer se lembre mais da forma de um texto impresso.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este post foi comentado e atualizado em 21\/12\/2014. Confira aqui o que mudou no meu modo de pensar. Escrever \u00e9 um privil\u00e9gio, e n\u00e3o um direito. N\u00e3o adianta reclamar. Alguns nascem com &#8220;talento&#8221;, outros nascem sem. A \u00fanica coisa que pode minorar o abismo entre um talento bruto e um reles mortal \u00e9 uma dedica\u00e7\u00e3o extrema, mas mesmo assim os dedicados sempre estar\u00e3o no segundo time se os talentosos tiverem dedica\u00e7\u00e3o equivalente. O rem\u00e9dio para isso? Deixe de amaldi\u00e7oar os deuses e fa\u00e7a o que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[187],"tags":[49,20],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/494"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=494"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/494\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5342,"href":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/494\/revisions\/5342"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}