{"id":4978,"date":"2017-08-17T21:37:45","date_gmt":"2017-08-18T00:37:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/?p=4978"},"modified":"2018-10-16T22:24:34","modified_gmt":"2018-10-17T01:24:34","slug":"ser-genio-em-uma-sociedade-ignorante","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2017\/08\/ser-genio-em-uma-sociedade-ignorante\/","title":{"rendered":"Ser &#8220;G\u00eanio&#8221; em uma Sociedade Ignorante"},"content":{"rendered":"<p>Se concordarmos com Jiddhu Krishnamurti, que disse n\u00e3o ser grande prova de sanidade estar ajustado perfeitamente a uma sociedade doente, podemos assumir como corol\u00e1rio desta afirma\u00e7\u00e3o que &#8220;n\u00e3o \u00e9 grande prova de genialidade ser reconhecido como brilhante por uma sociedade apagada&#8221;.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ignora.jpg\" alt=\"\" width=\"552\" height=\"170\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4979\" srcset=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ignora.jpg 552w, http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ignora-120x37.jpg 120w, http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/ignora-250x77.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 552px) 100vw, 552px\" \/><\/p>\n<p>A sociedade brasileira \u00e9 majoritariamente composta por pessoas apagadas, epis\u00f3dios como o que acaba de ocorrer com o &#8220;menino do Acre&#8221; servem para comprovar a profunda falta de no\u00e7\u00e3o coletiva que nos acomete. Bruno Borges n\u00e3o tem culpa das expectativas e diagn\u00f3sticos que lhe foram impostos por sua fam\u00edlia, por seus amigos e at\u00e9 mesmo pela sociedade na qual estava inserido. N\u00e3o \u00e9 justo que agora ele colha cr\u00edticas cru\u00e9is \u00e0 sua obra, que seja humilhado pelo que escreveu. Em uma sociedade funcional, formada por pessoas dotadas de um n\u00edvel m\u00ednimo de cultura, uma pessoa como ele jamais seria tratada como foi, n\u00e3o teria a oportunidade de desenvolver os planos que executou e seu poss\u00edvel livro n\u00e3o chegaria ao mercado editorial. Mesmo na eventualidade de que isso ocorresse, nunca entraria na lista dos mais vendidos. Foi necess\u00e1ria uma longa s\u00e9rie de horrores para que o &#8220;menino do Acre&#8221; chegasse aonde chegou. Estrangeiros que estejam contemplando o caso de longe devem estar estarrecidos conosco.<\/p>\n<p>Porque Bruno Borges foi considerado um &#8220;g\u00eanio&#8221; pela fam\u00edlia, por seus amigos e pela sociedade acreana, apesar de exibir sinais de dist\u00farbios mentais s\u00e9rios e tend\u00eancias comportamentais autodestrutivas. A sua m\u00e3e, quem diria, \u00e9 uma psic\u00f3loga, mas n\u00e3o viu no filho nada de anormal, viu &#8220;genialidade&#8221;, assim como os pais da nova era n\u00e3o veem as malcria\u00e7\u00f5es de seus filhos, mas apenas &#8220;crian\u00e7as \u00edndigo&#8221; que precisam manifestar seus poderes, sei l\u00e1. Como eu j\u00e1 havia mencionado em um texto anterior (&#8220;<a href=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2010\/06\/o-sabio-louco-e-o-ignorante-vigoroso\">O S\u00e1bio Louco e o Ignorante Vigoroso<\/a>&#8220;), uma das caracter\u00edsticas da sociedade brasileira \u00e9 cultuar a ignor\u00e2ncia como uma <em>virt\u00f9<\/em> maquiav\u00e9lica e a cultura como uma esp\u00e9cie de fragilidade santificada. A ignor\u00e2ncia \u00e9 &#8220;do mundo&#8221; e \u00e9 uma for\u00e7a. A cultura \u00e9 de fora do mundo e \u00e9 uma debilidade. Resulta natural que a sa\u00fade se manifeste nos est\u00fapidos e que os s\u00e1bios morram cedo. Esses s\u00e3o os papeis esperados de cada um. Em uma sociedade preconceituosa e ignorante como a nossa, valoriza-se a &#8220;for\u00e7a&#8221; da ignor\u00e2ncia, ligada \u00e0s habilidades necess\u00e1rias \u00e0 vida diuturna, ao tempo em que se idealiza a necessidade da cultura e da intelig\u00eancia, com seu pre\u00e7o. No passado, as fam\u00edlias sacrificavam um filho \u00e0 Igreja, ordenando-o padre, carreira alijada da ignor\u00e2ncia mundana, pr\u00f3xima de Deus. Hoje a ordem religiosa n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico caminho mais: pais da nova era acham lindo que seus filhos entretenham pensamentos grandiosos e que se mortifiquem em filosofias autodestrutivas. A fragilidade \u00e9 uma forma de santifica\u00e7\u00e3o, aproxima o homem de Deus, \u00e9 o pre\u00e7o que se paga pelo conhecimento.<\/p>\n<p>Assim, os sinais evidentes de que Bruno Borges n\u00e3o estava bem, de que n\u00e3o estava ajustado socialmente, de que tinha quest\u00f5es psicol\u00f3gicas (talvez psiqui\u00e1tricas), n\u00e3o foram interpretados pela fam\u00edlia e pela sociedade como um sinal de dist\u00farbio, mas uma manifesta\u00e7\u00e3o do sagrado, ao qual a intelig\u00eancia est\u00e1 relacionada. Tal como Teresinha de Jesus (ou Marcelino P\u00e3o e Vinho), as fragilidades f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas do filho e amigo eram algo a se explorar, uma b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>Uma das limita\u00e7\u00f5es da mente ignorante, que n\u00e3o possui o entendimento m\u00ednimo de como ela pr\u00f3pria funciona e de como a humanidade cria e processa o conhecimento, \u00e9 justamente essa &#8220;espiritualiza\u00e7\u00e3o&#8221; do conhecimento, essa abordagem m\u00edstica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura, que chega ao fetichismo. A sabedoria, em vez de algo simples e pr\u00e1tico, necess\u00e1rio e acess\u00edvel a todo indiv\u00edduo, passa a ser vista como uma esp\u00e9cie de ilumina\u00e7\u00e3o, da qual alguns indiv\u00edduos especiais s\u00e3o um reposit\u00f3rio, eles adquirindo a miss\u00e3o de ser luzes em um mundo escuro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/logos21.0-212x300.jpg\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"300\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4980\" srcset=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/logos21.0-212x300.jpg 212w, http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/logos21.0-106x150.jpg 106w, http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/logos21.0-452x640.jpg 452w, http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/logos21.0.jpg 591w\" sizes=\"(max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/p>\n<p>Assim, quando um adolescente vara noites lendo em vez de ter horas adequadas de sono, isso n\u00e3o \u00e9 visto como um sintoma de ins\u00f4nia ou estresse, mas como uma dedica\u00e7\u00e3o asc\u00e9tica ao aprendizado. Os pais chegam a cobrar dos filhos que &#8220;queimem pestanas&#8221; nas semanas e dias que antecedem a concursos e testes, porque essa penit\u00eancia ser\u00e1 recompensada por aprova\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Assim, quando um adolescente se mostra incapaz de ter relacionamentos minimamente normais com pessoas de sua faixa et\u00e1ria, isso n\u00e3o \u00e9 visto como sintoma de depress\u00e3o ou  de algum desajuste social que precisa ser tratado, mas como uma caracter\u00edstica do &#8220;ser especial&#8221;. No passado esses adolescentes eram diagnosticados com uma &#8220;voca\u00e7\u00e3o religiosa&#8221; e internados pelo resto da vida em mosteiros.<\/p>\n<p>Assim, quando um adolescente manifesta uma voracidade excessiva de leitura isto ser\u00e1 visto como algo desej\u00e1vel no caso de a fam\u00edlia estar interessada em adornar sua \u00e1rvore geneal\u00f3gica com algum tipo de &#8220;m\u00edstico&#8221;. N\u00e3o importa o que esteja lendo, sempre ser\u00e1 visto como positivo, pois o ignorante n\u00e3o pode conceber que existam livros nocivos, conhecimentos in\u00fateis, informa\u00e7\u00f5es erradas ou ideologias criminosas. O livro \u00e9 um fetiche que possui o &#8220;mana&#8221; da cultura, serve de ponte entre o humano e o conhecimento que est\u00e1 al\u00e9m do humano. Raros s\u00e3o os pais que concebem que o filho possa correr algum risco na biblioteca, a companhia dos livros sempre ser\u00e1 tida como &#8220;segura&#8221;. N\u00e3o se imagina que ali possa haver, por exemplo, um <em>Mein Kampf<\/em> ou um <em>Universo em Desencanto<\/em>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/Wise-Kid-300x169.jpg\" alt=\"Wise Kid\" width=\"300\" height=\"169\" class=\"alignright size-medium wp-image-4981\" \/><\/p>\n<p>Assim, quando um adolescente come\u00e7a a escrever copiosamente, n\u00e3o se pensar\u00e1 que seja meramente graforr\u00e9ia. Escrever \u00e9 uma atividade que se sup\u00f5e privativa, ou pelo menos caracter\u00edstica, dos grandes g\u00eanios. Os ignorantes n\u00e3o ouviram John Lennon, que dizia que <em>todo homem<\/em> deveria &#8220;plantar uma \u00e1rvore, ter um filho e escrever um livro&#8221; a fim de viver uma vida plena. Como n\u00e3o conseguem imaginar-se incompletos, n\u00e3o acham que seria <em>sua<\/em> obriga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m escrever &#8212; em vez disso, atribuem tal tarefa &#8220;salv\u00edfica&#8221; aos indiv\u00edduos excepcionais, aos g\u00eanios, \u00e0queles que ser\u00e3o lembrados como a gl\u00f3ria da sociedade. Pais que n\u00e3o leem tamb\u00e9m n\u00e3o ler\u00e3o o que os filhos escrevem. Pais que n\u00e3o leem, mesmo que o leiam n\u00e3o conseguir\u00e3o avaliar com isen\u00e7\u00e3o, em vez disso se deslumbrar\u00e3o facilmente, especialmente com a obscuridade.<\/p>\n<p>Para o ignorante quase tudo \u00e9 obscuro porque ele n\u00e3o traz em si a luz que ilumina os rec\u00f4nditos. Da\u00ed considerar que as trevas s\u00e3o o estado natural do mundo, e n\u00e3o conseguir discernir entre o que \u00e9 complexo (portanto dif\u00edcil de compreender pela sua pr\u00f3pria natureza) e o que \u00e9 meramente asinino (dif\u00edcil de compreender por mal escrito) ou desonesto (dif\u00edcil de compreender porque deliberadamente escrito de forma obscura).<\/p>\n<p>Em uma sociedade na qual o livro \u00e9 um objeto de decora\u00e7\u00e3o para quem o compra e um mero ornamento de curr\u00edculo para muitos que os escrevem, um adolescente com dificuldades de intera\u00e7\u00e3o social desenvolve uma monomania pela literatura de cunho m\u00edstico, adota h\u00e1bitos estranhos, come\u00e7a a falar de coisas que n\u00e3o fazem parte do dia a dia raso e escreve muitos livros, cifrados ainda por cima, \u00f3 meu Deus, mesmo que usando uma cifra baseada num c\u00f3digo encontrado no Manual do Escoteiro Mirim, da Disney. Esse jovem n\u00e3o recebe ajuda de uma psic\u00f3loga (que ele tinha, de gra\u00e7a, dentro de casa) e nem \u00e9 identificado em risco por uma assistente social. Em vez disso \u00e9 percebido como &#8220;g\u00eanio&#8221;, seus del\u00edrios de grandeza s\u00e3o estimulados, suas op\u00e7\u00f5es estranhas s\u00e3o vistas como manifesta\u00e7\u00f5es de uma esp\u00e9cie de santidade laica.<\/p>\n<p>Isso poderia terminar como um caso constrangedor na sociedade local, mas a ignor\u00e2ncia n\u00e3o est\u00e1 circunscrita ao Acre, muito pelo contr\u00e1rio. A m\u00eddia amplificou, o imenso rebanho de ignorantes que pasta por esse pa\u00eds afora comprou essa hist\u00f3ria, transformou-se o &#8220;menino do Acre&#8221; em um fen\u00f4meno da cultura pop, negando-lhe o direito de sair da adolesc\u00eancia na saud\u00e1vel e segura obscuridade, sem ter de enfrentar a tempestade de merda causada pela leitura de seus <em>queridos di\u00e1rios<\/em>.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o teve o benef\u00edcio que eu tive, de manter as minhas escritas &#8220;geniais&#8221; de adolesc\u00eancia ao abrigo de quem pudesse lembrar delas, de poder reelaborar o que talvez tivesse alguma utilidade. N\u00e3o, o pobre rapaz foi jogado aos le\u00f5es desse circo muito maior que o pequeno Acre. Por sorte ele \u00e9 origin\u00e1rio de uma fam\u00edlia bastante rica, talvez tenham recursos e se mudem do Acre para outro pa\u00eds, onde ele poder\u00e1 se recuperar da vergonha da exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica, ele que claramente tinha dificuldades com essa coisa de interagir com humanos.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 que, em vez de uma epifania ou um rito de passagem, ele enfrentar\u00e1 o fantasma disso:<\/p>\n<dl>\n<dt><a href=\"https:\/\/paginacinco.blogosfera.uol.com.br\/2017\/08\/16\/presuncoso-tolo-e-mal-escrito-livro-do-menino-do-acre-e-um-horror\">Presun\u00e7oso, tolo e mal escrito, livro do &#8220;Menino do Acre&#8221; \u00e9 um horror<\/a>, por Bruno Casarin, no UOL.<\/dt>\n<dd>&#8220;O problema, sinto inform\u00e1-lo, \u00e9 que ser\u00e1 muito dif\u00edcil uma obra t\u00e3o mal escrita ajudar em alguma coisa. Como disse, n\u00e3o fiz nenhuma edi\u00e7\u00e3o ou corre\u00e7\u00e3o nas cita\u00e7\u00f5es aqui utilizadas, que deixam claro o n\u00edvel do texto do garoto.&#8221;<\/dd>\n<dt><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/blog\/o-leitor\/menino-do-acre-prestou-um-desservico-ao-conhecimento\">&#8220;Menino do Acre&#8221; prestou um desservi\u00e7o ao conhecimento<\/a>, por Maicon Tenfen, da Veja.<\/dt>\n<dd>&#8220;Ainda hoje, para a imensa maioria dos brasileiros, livros s\u00e3o artefatos de gente doida, confusa, infeliz e esquizofr\u00eanica, ou seja, a pr\u00f3pria fisionomia que o moleque mostrou na televis\u00e3o. Em vez de difundir o conhecimento, como disse, o que Bruno fez foi refor\u00e7ar estere\u00f3tipos que continuam arraigados no imagin\u00e1rio nacional.&#8221;<\/dd>\n<dt><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/noticia\/livro-do-menino-do-acre-quais-os-ensinamentos-de-bruno-borges-em-tac-teoria-da-absorcao-do-conhecimento.ghtml\">Livro do &#8220;Menino do Acre&#8221;, quais os ensinamentos de Bruno Borges&#8230;<\/a>, por Cau\u00ea Muraro, do G1.<\/dt>\n<dd>&#8220;Ele tem avers\u00e3o a sexo, gula e crase. Faz zero quest\u00e3o de parecer modesto (cita a si mesmo, inclusive). Gosta de usar termos associados a quem escreve dif\u00edcil (&#8220;n\u00e3o obstante&#8221;, &#8220;antem\u00e3o&#8221;, &#8220;entrementes&#8221;, &#8220;outrossim&#8221;, &#8220;ami\u00fade&#8221;), mas n\u00e3o liga se a frase sai do nada e chega a lugar nenhum. Fiel ao &#8220;esp\u00edrito do tempo&#8221;, arrisca at\u00e9 uma mes\u00f3clise eventual. Humor? S\u00f3 do tipo involunt\u00e1rio&#8230;&#8221;<\/dd>\n<dt><a href=\"http:\/\/woomagazine.com.br\/o-menino-do-acre-e-seu-grande-livro-recorde-de-vendas-significa-qualidade\/\">O &#8220;Menino do Acre&#8221; e seu &#8220;grande&#8221; livro: Recorde de vendas significa qualidade?<\/a>, por Fabiana Moura, do Woo Magazine.<\/dt>\n<dd>&#8220;Um tanto quanto rid\u00edculo, este seu primeiro volume, em que \u00e9 preciso muita paci\u00eancia e esfor\u00e7o para chegar ao final, uma vez que, em seu terceiro cap\u00edtulo j\u00e1 se torna enfadonho e desinteressante, n\u00e3o honrou tanto assim a a\u00e7\u00e3o de marketing trabalhosa que teve&#8230;&#8221;<\/dd>\n<dt><a href=\"http:\/\/www.revistabula.com\/10927-especie-de-policarpo-quaresma-da-filosofia-o-menino-do-acre-talvez-seja-uma-das-maiores-empulhacoes-da-historia-do-brasil\">Esp\u00e9cie de Policarpo Quaresma da filosofia, o &#8220;menino do Acre&#8221; talvez seja uma das maiores empulha\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria do Brasil<\/a>, por Euler Frran\u00e7a Bel\u00e9m, da Revista Bula.<\/dt>\n<dd>&#8220;Certos livros deveriam ser qualificados como terrorismo ecol\u00f3gico \u2014 um atentado \u00e0s florestas \u2014, ent\u00e3o talvez seja melhor que fiquem ocultos.&#8221;<\/dd>\n<\/dl>\n<p>O caso serve como um alerta: se voc\u00ea vai chamar muita aten\u00e7\u00e3o sobre o seu trabalho, tente antes fazer um trabalho que mere\u00e7a a aten\u00e7\u00e3o que voc\u00ea quer chamar. A vergonha \u00e9 a recompensa do excesso de autoconfian\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se concordarmos com Jiddhu Krishnamurti, que disse n\u00e3o ser grande prova de sanidade estar ajustado perfeitamente a uma sociedade doente, podemos assumir como corol\u00e1rio desta afirma\u00e7\u00e3o que &#8220;n\u00e3o \u00e9 grande prova de genialidade ser reconhecido como brilhante por uma sociedade apagada&#8221;. A sociedade brasileira \u00e9 majoritariamente composta por pessoas apagadas, epis\u00f3dios como o que acaba de ocorrer com o &#8220;menino do Acre&#8221; servem para comprovar a profunda falta de no\u00e7\u00e3o coletiva que nos acomete. 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