{"id":74,"date":"2013-02-23T11:13:00","date_gmt":"2013-02-23T14:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/letraseletricas.blog.br\/lit\/?p=74"},"modified":"2017-11-02T14:08:22","modified_gmt":"2017-11-02T17:08:22","slug":"porque-desprezar-o-portugues","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2013\/02\/porque-desprezar-o-portugues\/","title":{"rendered":"Porque Desprezar o Portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" border=\"0\" height=\"225\" src=\"http:\/\/bibliblogue.files.wordpress.com\/2010\/08\/2qd1hq9.jpg\" width=\"320\" class=\"alignleft\" \/> Onde algo \u00e9 sacralizado, \u00e9 natural que surjam os contestadores. O iconoclasmo \u00e9 uma esp\u00e9cie de rito de passagem\u00a0 para os jovens e uma marca de &#8220;independ\u00eancia&#8221; dos mais maduros. Provocar essa irrever\u00eancia \u00e9 uma maneira eficaz de manipular as pessoas: tendo um judas para chutar o indiv\u00edduo acredita que \u00e9 um contestador, e obedece aos comandos, subrept\u00edcios ou expl\u00edcitos, e segue mais ou menos na dire\u00e7\u00e3o que interessa ao provocador. Identificado um alvo tido por muitos como sagrado, \u00e9 muito f\u00e1cil reunir uma turba de pessoas para cuspir nele, com a desculpa de que est\u00e3o fazendo a revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o, eu n\u00e3o estou falando da religi\u00e3o. Estou falando do conceito de nacionalidade. Durante muito tempo nos foi vendida a ideia de que o nacionalismo era uma esp\u00e9cie de &#8220;doen\u00e7a infantil&#8221; dos estados,\u00a0 e que a ades\u00e3o a uma irresist\u00edvel &#8220;globaliza\u00e7\u00e3o&#8221; marcaria nossa transi\u00e7\u00e3o desta metaf\u00f3rica inf\u00e2ncia para uma posi\u00e7\u00e3o em p\u00e9 de igualdade diante das na\u00e7\u00f5es &#8220;adultas&#8221;. O grande exemplo era o da Comunidade Europeia, onde na\u00e7\u00f5es separadas por s\u00e9culos de \u00f3dios estavam se juntando para cooperarem rumo a um futuro comum. Ser um nacionalista era algo como ser fascista ou, pior, um equivalente moderno ao homem das cavernas hirsuto e renitente diante das propagandas da Gillette.<\/p>\n<p>Pois bem, o tempo passou, a Comunidade Europeia entrou em crise, pa\u00edses mais afoitos em sua cren\u00e7a acabaram liquefeitos e entregues \u00e0s harpias. Democracias jovens e inst\u00e1veis, como as da Gr\u00e9cia e da Espanha, se revelaram jogos de cartas marcadas e a suposta irmandade dos povos acabou abrindo as portas para o saqueio em favor de na\u00e7\u00f5es mais est\u00e1veis, especialmente a Alemanha e a Gr\u00e3 Bretanha. Tendo renunciado \u00e0s suas moedas e fronteiras nacionais, pa\u00edses como It\u00e1lia, Gr\u00e9cia, Portugal, Espanha e Irlanda acabaram incapazes de controlar a mobilidade de pessoas e de capitais, expondo-os, sempre instantaneamente, aos humores de um mercado financeiro que trabalha a prazos cada vez mais curtos, chegando a consumar compras e vendas a intervalos de minutos para obter ganhos de mil\u00e9simos de centavos por lote de papeis.<\/p>\n<p>Os estragos desse corte impensado da cerca que dividia espa\u00e7os desiguais n\u00e3o foi restrito \u00e0 economia, por\u00e9m, a cultura sofreu e sofre com esse impacto, atrav\u00e9s da intensifica\u00e7\u00e3o do impacto da cultura de massas. Se at\u00e9 os anos 1980 um best-seller americano ou brit\u00e2nico demorava meses ou anos para chegar \u00e0s livrarias brasileiras, hoje ele est\u00e1 aqui em poucas semanas. As tradu\u00e7\u00f5es, que eram feitas, muitas vezes, por escritores de renome (como Clarice Lispector, N\u00e9lson Rodrigues, Autran Dourado, Or\u00edgenes Lessa, Monteiro Lobato, Adonias Filho e outros), passaram a ser feitas, muitas vezes, por gente que n\u00e3o sabe nem conjugar o pret\u00e9rito mais que perfeito. Como resultado, uma obra dispens\u00e1vel (como essa em que voc\u00ea est\u00e1 pensando, mas que n\u00e3o vou nomear para n\u00e3o atrair a ira dos f\u00e3s) chega ao nosso mercado antes que saia de moda, revelando sua irrelev\u00e2ncia. Antes t\u00ednhamos acesso aos livros que mostravam ser sucessos duradouros, mesmo que literariamente sofr\u00edveis. Hoje qualquer peidinho que venda alguma coisa na Barnes and Noble recebe uma tradu\u00e7\u00e3o nacional. E n\u00e3o s\u00e3o escritores que est\u00e3o sendo convocados para fazer essas tradu\u00e7\u00f5es, mas gente que ganha centavos por lauda e cujo trabalho \u00e9 revisado por outros que n\u00e3o sabem nem para que serve uma v\u00edrgula. A qualidade p\u00e9ssima das tradu\u00e7\u00f5es \u00e9 um fato. A pressa \u00e9 inimiga de qualquer par\u00e2metro de qualidade.<\/p>\n<p>E ningu\u00e9m acha que isto est\u00e1 errado porque h\u00e1 um desrespeito generalizado pela l\u00edngua portuguesa. Desrespeito que se aproveita desse iconoclasmo seletivo e f\u00e1cil e que alimenta uma cultura de submiss\u00e3o. A tradu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais vista como uma recria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de um texto, mas como um trabalho reles de interpreta\u00e7\u00e3o destinado aos bo\u00e7ais que ainda n\u00e3o sabem falar ingl\u00eas. O ideal seria que todos l\u00eassemos os originais, isso at\u00e9 facilitaria para as editoras multinacionais, que poderiam simplesmente importar os livros impressos nos EUA ou na Gr\u00e3 Bretanha, sem terem o inc\u00f4modo de traduzi-los para nossa l\u00edngua primitiva. Ler no original \u00e9 um distintivo de alguma forma de superioridade. A l\u00edngua estrangeira, <em>por ser excludente,<\/em> torna-se uma ferramenta pol\u00edtica de valor.<\/p>\n<p>O desrespeito ajuda a coloniza\u00e7\u00e3o cultural, mas <em>porque ele ajuda a manter rela\u00e7\u00f5es de classe<\/em> , distinguindo entre os rec\u00e9m chegados ao consumo cultural e os que obtiveram uma educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue, ele acaba sendo alimentado. O iconoclasmo parece promissor porque o ensino de portugu\u00eas no Brasil \u00e9 uma coisa odiosa, praticada por ignorantes pseudocient\u00edficos que brandem a gram\u00e1tica de uma forma que parece que as regras foram feitas para humilhar os outros. &#8220;Professores&#8221; preconceituosos, reacion\u00e1rios, idealizando um idioma mumificado em livros, desatentos aos fen\u00f4menos lingu\u00edsticos em curso e obcecados em negar algo que a ci\u00eancia j\u00e1 sabe h\u00e1 mais de oitenta anos: a dicotomia entre a l\u00edngua escrita e a falada. \u00c9 muito f\u00e1cil odiar o Professor Pasquale e seu DOPS lingu\u00edstico, o Professor Napole\u00e3o e o seu nazismo gram\u00e1tico, v\u00e1rios outros com seus preconceitos, limita\u00e7\u00f5es e <em>desprezo pelo povo.<\/em><\/p>\n<p>Desprezar o povo e desprezar a l\u00edngua s\u00e3o atos cont\u00ednuos. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel respeitar o primeiro desprezando o segundo, e nem vice versa. O suposto respeito que os gram\u00e1ticos normativos t\u00eam pela l\u00edngua idealizada em que creem traz embutido o desprezo pelo povo que a &#8220;corrompe&#8221;. Mas o desprezo pelo povo significa o desprezo pela verdadeira l\u00edngua, em nome do amor a uma entidade abstrata, calcificado em dicion\u00e1rios e antologias. O amor ao que n\u00e3o existe \u00e9 um comovente testemunho do conservadorismo ignorante.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, sabendo que o ensino formal da gram\u00e1tica normativa \u00e9 uma viol\u00eancia, fica f\u00e1cil us\u00e1-lo para desqualificar n\u00e3o o reacionarismo lingu\u00edstico de gente que considera a l\u00edngua coloquial uma &#8220;corruptela&#8221;, mas a pr\u00f3pria l\u00edngua. Isso nos conduz a um caldo de cultura no qual muitos jovens crescem desprezando o portugu\u00eas pelos mais variados pseudomotivos, simultaneamente a uma valoriza\u00e7\u00e3o exacerbada do ingl\u00eas e at\u00e9 mesmo de idiomas estrangeiros que parecem t\u00e3o alheios a nossa realidade, como o japon\u00eas ou o alem\u00e3o.<\/p>\n<p>Dada a import\u00e2ncia atribu\u00edda \u00e0 l\u00edngua estrangeira, chega-se ao absurdo de confinar o portugu\u00eas a um papel estritamente dom\u00e9stico, <em>o que foi exatamente o processo atrav\u00e9s do qual l\u00ednguas antes pujantes, como o gal\u00eas, o basco, o d\u00e1lmata e o ga\u00e9lico entraram em extin\u00e7\u00e3o.<\/em> Dizem que precisam do portugu\u00eas para comunicarem-se com o vizinho, mas do ingl\u00eas para falar com o mundo. No fundo sonham com o dia em que poder\u00e3o falar em ingl\u00eas com o vizinho. Sente-se que para muita gente ainda ter que falar portugu\u00eas \u00e9 s\u00f3 um inc\u00f4modo necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os argumentos pol\u00edticos s\u00e3o os mais absurdos. H\u00e1 pessoas que acreditam que n\u00e3o devemos resistir \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o da cultura de massas anglo americana e seu idioma somente porque, em algum momento do passado, o portugu\u00eas nos foi tamb\u00e9m imposto. O encontro desse &#8220;pecado original&#8221; de nossa identidade nega o seu valor diante de um processo que pode suprimi-la?<\/p>\n<p>Para diminuir ainda mais a import\u00e2ncia do portugu\u00eas como ve\u00edculo de identidade nacional, h\u00e1 pessoas que procuram negar a realidade do predom\u00ednio da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa, dizendo que &#8220;a maioria&#8221; dos colonos brancos do Brasil \u00e9 de italianos, alem\u00e3es e outros povos europeus. Claro que este argumento s\u00f3 existe onde existe muita ignor\u00e2ncia ou ent\u00e3o em cidadezinhas do interior onde predominam tais comunidades de colonos. Uma pessoa com conhecimento amplo do pa\u00eds sabe muito bem que o elemento luso \u00e9 o \u00fanico que est\u00e1 presente em todas as regi\u00f5es, predominando na maioria das cidades, exceto naquelas onde houve um influxo excepcional de colonos europeus. Nossos sobrenomes s\u00e3o evid\u00eancia disso.<\/p>\n<p>O tal iconoclasmo a que me refiro se expressa quando se procura justificar a aceita\u00e7\u00e3o da imposi\u00e7\u00e3o cultural estrangeira com uma nega\u00e7\u00e3o de uma suposta &#8220;obriga\u00e7\u00e3o moral de ter alguma esp\u00e9cie de amor pela l\u00edngua portuguesa&#8221;. Obviamente n\u00e3o podemos esperar que todos tenham as mesmas fidelidades e cumpram igualmente suas obriga\u00e7\u00f5es morais, mas uma pessoa que rejeite tais sentimentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua pr\u00f3pria l\u00edngua os rejeita tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o a si mesmo, pois nega o valor de algo que lhe \u00e9 pr\u00f3prio enquanto empresta tal valor a algo que \u00e9 alheio. N\u00e3o \u00e9 ind\u00edcio de maturidade aceitar a submiss\u00e3o a outrem.<\/p>\n<p>A evid\u00eancia de que os mesmos que negam esses la\u00e7os afetivos com o portugu\u00eas os transferem para o idioma estrangeiro se revelam quando essas pessoas dizem que o ingl\u00eas tem &#8220;palavras mais legais&#8221; que o portugu\u00eas, o que \u00e9 uma forma de dizer que se sentem mais tocadas em suas sensibilidades pela fon\u00e9tica e pela morfologia de outro idioma. Para essas pessoas, o portugu\u00eas \u00e9 uma l\u00edngua &#8220;desengon\u00e7ada&#8221; e &#8220;dif\u00edcil&#8221;. E por temerem soar desengon\u00e7adas e dif\u00edceis elas procuram usar o ingl\u00eas o m\u00e1ximo poss\u00edvel, em seus nomes (muitas vezes escrevendo errado), em suas g\u00edrias, no que puderem.<\/p>\n<p>Outros justificam seu desprezo enxergando no ingl\u00eas qualidades que o portugu\u00eas supostamente n\u00e3o teria: &#8220;uma rica literatura&#8221; (argumento muito usado por pessoas que n\u00e3o t\u00eam muito h\u00e1bito de ler literatura, claro), uma tradi\u00e7\u00e3o mais antiga (argumento muito usado por quem n\u00e3o pesquisou a hist\u00f3ria de ambos os idiomas, e portanto n\u00e3o sabe que o ingl\u00eas moderno remonta ao fim do s\u00e9culo XVI enquanto portugu\u00eas moderno data do in\u00edcio do s\u00e9culo XV) ou uma maior adaptabilidade.<\/p>\n<p>Entre essas qualidades do ingl\u00eas estaria a sua &#8220;facilidade&#8221;, enquanto o portugu\u00eas seria muito dif\u00edcil. Certamente facilidade \u00e9 um conceito pl\u00e1stico, que se moldar\u00e1 \u00e0 m\u00e3o de quem o manipule. Dependendo de quais caracter\u00edsticas resolvamos comparar, \u00e9 poss\u00edvel provar que quase qualquer idioma \u00e9 mais f\u00e1cil que outro. Mas \u00e9 fato que a percep\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas como uma l\u00edngua extremamente dif\u00edcil \u00e9 algo que existe mais na cabe\u00e7a do brasileiro do que na realidade pr\u00e1tica. Estudos internacionais sempre classificam o portugu\u00eas como uma das doze l\u00ednguas mais f\u00e1ceis de se aprender para falantes de qualquer l\u00edngua indo-europeia. As raz\u00f5es para isso s\u00e3o v\u00e1rias: vocabul\u00e1rio predominantemente derivado do latim, resultando em grande n\u00famero de cognatos com voc\u00e1bulos internacionalmente conhecidos, sistema ortogr\u00e1fico simplificado, gram\u00e1tica sem declina\u00e7\u00e3o nominal e sem distin\u00e7\u00f5es honor\u00edficas, alfabeto latino, abund\u00e2ncia de material de estudo etc. As pessoas que acham portugu\u00eas dif\u00edcil certamente nunca nem tentaram aprender l\u00ednguas como alem\u00e3o, russo, estoniano, h\u00fangaro, grego, polon\u00eas, \u00e1rabe, coreano, mandarim, hindi, finland\u00eas, irland\u00eas, tcheco ou romeno.<\/p>\n<p>Sabendo que o portugu\u00eas \u00e9 internacionalmente reconhecido como uma l\u00edngua f\u00e1cil de aprender, conclui-se que v\u00ea-lo como dif\u00edcil \u00e9 pura m\u00e1 vontade, desinforma\u00e7\u00e3o ou manifesta\u00e7\u00e3o de uma dificuldade para o aprendizado de l\u00ednguas que se manifestaria em rela\u00e7\u00e3o a qualquer outra l\u00edngua. Mas n\u00e3o podemos nos esquecer, como j\u00e1 disse em artigo recente, que o nosso sistema educacional possui um status de verdadeira praga do Egito e que, como come\u00e7amos dizendo acima, a praga do gramatiquismo normativo grassa sem freios por suas campanhas.<\/p>\n<p>O certo \u00e9 que, no frigir dos ovos, n\u00e3o interessa ao Brasil e nem aos brasileiros que a nossa l\u00edngua seja relegada a um plano secund\u00e1rio, que nossa literatura n\u00e3o seja defendida e que nossa cultura seja descartada. Precisamos trazer o portugu\u00eas para mais perto de nosso dia a dia, dar mais peso \u00e0 nossa literatura e defender nossa cultura. Isso, claro, n\u00e3o se far\u00e1 com leis, nem cotas e nem exig\u00eancias. Precisamos \u00e9 consertar nosso sistema educacional, para que futuras gera\u00e7\u00f5es de jovens frustrados por n\u00e3o conseguirem aprender corretamente sua l\u00edngua n\u00e3o cres\u00e7am com desprezo por ela e sua tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> Onde algo \u00e9 sacralizado, \u00e9 natural que surjam os contestadores. O iconoclasmo \u00e9 uma esp\u00e9cie de rito de passagem\u00a0 para os jovens e uma marca de &#8220;independ\u00eancia&#8221; dos mais maduros. Provocar essa irrever\u00eancia \u00e9 uma maneira eficaz de manipular as pessoas: tendo um judas para chutar o indiv\u00edduo acredita que \u00e9 um contestador, e obedece aos comandos, subrept\u00edcios ou expl\u00edcitos, e segue mais ou menos na dire\u00e7\u00e3o que interessa ao provocador. 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