{"id":4365,"date":"2017-06-15T11:48:46","date_gmt":"2017-06-15T14:48:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/?p=4365"},"modified":"2017-06-15T11:49:52","modified_gmt":"2017-06-15T14:49:52","slug":"portugues-uma-lingua-dificil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2017\/06\/portugues-uma-lingua-dificil\/","title":{"rendered":"Portugu\u00eas, Uma L\u00edngua Dif\u00edcil"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o muitos os brasileiros que reclamam da dificuldade da l\u00edngua portuguesa. Para a grande maioria das pessoas, as &#8220;dificuldades&#8221; do idioma p\u00e1trio s\u00e3o praticamente um fato incontest\u00e1vel porque esta ideia se normalizou no imagin\u00e1rio coletivo, fazem parte das conversas dos estudantes desde as fases iniciais do Ensino Fundamental e v\u00e3o se mantendo nas discuss\u00f5es familiares, nos cursinhos, no local de trabalho. Portugu\u00eas \u00e9 uma l\u00edngua dif\u00edcil, que precisa ser estudada com afinco, que pouca gente sabe usar direito. Fica-se a um passo de dizer que a l\u00edngua \u00e9 um entrave ultrapassado de antanho, que cabia abandonar por uma &#8220;melhor&#8221;. E, *como se sabe*, qualquer coisa que venha dos Estados Unidos \u00e9 melhor.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/portugues-300x71.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"71\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4366\" \/><\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise mais detida do tema, por\u00e9m, nos mostra que essa opini\u00e3o sobre a dificuldade do portugu\u00eas n\u00e3o resiste a cinco minutos de dedica\u00e7\u00e3o. De fato, a ideia de que o portugu\u00eas seja uma l\u00edngua dif\u00edcil reflete falta de experi\u00eancia no estudo de l\u00ednguas estrangeiras, e a sua vers\u00e3o extrema, de que o portugu\u00eas seria particularmente dif\u00edcil, \u00e9 apenas um atestado de ignor\u00e2ncia. Mais uma vez, **como se sabe*, o \u00fanico recurso natural inesgot\u00e1vel do Brasil.<\/p>\n<p>Eu cresci entre pessoas que frequentemente diziam que nosso portugu\u00eas era uma l\u00edngua bastante dif\u00edcil de se aprender e, principalmente, de se empregar corretamente. Muitos diziam que era &#8220;a l\u00edngua mais dif\u00edcil do mundo&#8221;. O tempo me ensinou a questionar o que pode uma s\u00f3 pessoa saber a respeito de todo o resto do mundo. Isso me deu humildade e perspectiva.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o dos brasileiros sobre sua l\u00edngua vai frontalmente contra a percep\u00e7\u00e3o dos estrangeiros que decidem estud\u00e1-la. Enquanto n\u00f3s tendemos a achar o portugu\u00eas \u00e9 uma obra cavilosa do dem\u00f4nio, feita para nos humilhar, os estrangeiros classificam-no, numa escala de 1 a 5 graus de dificuldade, [exatamente no primeiro n\u00edvel](http:\/\/www.effectivelanguagelearning.com\/language-guide\/language-difficulty)! <\/p>\n<p>Voc\u00ea n\u00e3o leu errado. Para os estudiosos estrangeiros, nosso portugu\u00eas se classifica no grupo das l\u00ednguas **mais f\u00e1ceis** do mundo, juntamente com afric\u00e2ner, espanhol, holand\u00eas, franc\u00eas, italiano, noruegu\u00eas, romeno, dinamarqu\u00eas e sueco. S\u00e3o l\u00ednguas que *n\u00e3o possuem declina\u00e7\u00e3o nominal*, apresentam *pouca irregularidade gramatical* e *grande coincid\u00eancia de vocabul\u00e1rio entre si*. No segundo n\u00edvel estaria o alem\u00e3o, principalmente, por causa de *uma gram\u00e1tica mais complexa*. No terceiro n\u00edvel, indon\u00e9sio, mala\u00edsio e sua\u00edle, por causa de *uma gram\u00e1tica muito diferente, apesar de simples* e de *um vocabul\u00e1rio sem coincid\u00eancias entre si ou com as l\u00ednguas ocidentais*. No quarto n\u00edvel est\u00e3o as *l\u00ednguas de gram\u00e1tica complexa* e *vocabul\u00e1rio n\u00e3o muito semelhante entre si ou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s l\u00ednguas ocidentais*, como russo, polon\u00eas, finland\u00eas, grego, h\u00fangaro, hebraico, island\u00eas, persa, turco, ucraniano e hindi\/urdu. Finalmente, no quinto n\u00edvel, estariam as l\u00ednguas que, ademais de todas as caracter\u00edsticas do quarto n\u00edvel, teriam tamb\u00e9m *sistemas de escrita complexos*, *grande irregularidade gramatical* e *pouca semelhan\u00e7a gramatical ou l\u00e9xica*, como \u00e1rabe, mandarim, japon\u00eas, coreano e canton\u00eas.<\/p>\n<p>Colocando em perspectiva, conforme a tabela acima, fica claro que o portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil. O que ocorre \u00e9 que a maioria das pessoas sequer consegue imaginar de quantas maneiras uma l\u00edngua pode ser dif\u00edcil porque *nunca estudaram outra l\u00edngua, ou s\u00f3 estudaram o ingl\u00eas*, que \u00e9 ilusoriamente simples.<\/p>\n<p>O tempo me mostrou que os que reclamam das dificuldades da l\u00edngua portuguesa n\u00e3o est\u00e3o, de fato, reclamando da l\u00edngua em si, mas de nosso sistema educacional e de nossa estrutura social baseada em privil\u00e9gios.<\/p>\n<p>Aqueles que encontram dificuldades com a l\u00edngua e que passam a reclamar dela pertencem a uma de duas categorias:<\/p>\n<p>1. Aqueles que n\u00e3o a aprenderam suficientemente,<br \/>\n2. Aqueles que desejam valorizar seu aprendizado.<\/p>\n<p>Os primeiros correspondem \u00e0 grande maioria, claro. Nunca \u00e9 pouco lembrar que, como dizia Darcy Ribeiro, &#8220;a falha de nosso sistema educacional n\u00e3o \u00e9 uma falha, \u00e9 um des\u00edgnio.&#8221; N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel acreditar em mera incompet\u00eancia quando [apenas 8% dos formandos do ensino m\u00e9dio t\u00eam condi\u00e7\u00f5es plenas de compreender e expressar-se](https:\/\/educacao.uol.com.br\/noticias\/2016\/02\/29\/no-brasil-apenas-8-escapam-do-analfabetismo-funcional.htm). A pura incompet\u00eancia n\u00e3o poderia obter um resultado t\u00e3o forte, isso requer planejamento, supervis\u00e3o e controle.<\/p>\n<p>Uma das sabedorias b\u00e1sicas da vida \u00e9 a de que nada \u00e9 f\u00e1cil para quem n\u00e3o sabe (embora muitas coisas ainda sejam dif\u00edceis at\u00e9 para quem aprendeu). Se apenas 8% dos brasileiros t\u00eam conhecimento pleno da l\u00edngua para se fazerem compreender e para compreenderem a outrem, as conclus\u00f5es \u00f3bvias s\u00e3o de que:<\/p>\n<p>1. Tais pessoas necessariamente enxergar\u00e3o na l\u00edngua uma complexidade maior que a real, assim como o leigo enxerga absurda complexidade em um motor de carro.<br \/>\n2. Na aus\u00eancia de conhecimento real, n\u00e3o h\u00e1 como diferenciar entre a informa\u00e7\u00e3o verdadeira e a falsa, o que leva as pessoas a aceitarem como corretas v\u00e1rias coisas absurdas.<br \/>\n3. No m\u00e1ximo seriam esses 8% as pessoas capacitadas a ter uma opini\u00e3o razo\u00e1vel sobre a dificuldade do portugu\u00eas: as demais n\u00e3o t\u00eam conhecimento suficiente para opinar.<\/p>\n<p>A coisa piora se pensarmos que \u00e9 normal que a falta de experi\u00eancia de mundo nos leve a ter opini\u00f5es equivocadas, at\u00e9 mesmo quando temos estudo. Antes de nos penitenciarmos por nosso provincianismo, vamos lembrar que o Brasil est\u00e1 em uma posi\u00e7\u00e3o marginal do mundo, no continentes que menos interage com os demais. Muito do que sabemos ou achamos que sabemos \u00e9 fruto de estudo, \u00e9 cultura &#8220;livresca&#8221;. A verdade \u00e9 que somente uma percentagem m\u00ednima de n\u00f3s temos &#8220;experi\u00eancia do mundo&#8221; para podermos falar de cadeira sobre coisas que envolvam comparativos culturais.<\/p>\n<p>Esse relativo isolamento \u00e9 um dos fatores que explicam a idolatria pelo ex\u00f3tico, que sempre nos parece &#8220;melhor&#8221;. Entre os autores europeus, o exotismo era compreendido como uma forma sincera de homenagem ou troca cultural. Austr\u00edacos faziam \u00f3peras em italiano ambientadas na Espanha e tudo parecia muito bem. Aqui na Am\u00e9rica do Sul, o exotismo \u00e9 uma forma de emula\u00e7\u00e3o, uma tentativa de aproxima\u00e7\u00e3o. Imitamos autores franceses, citamos prov\u00e9rbios ingleses, ambientamos hist\u00f3rias em Budapeste etc. **porque queremos reivindicar um lugar no centro** do qual n\u00e3o fazemos parte.<\/p>\n<p>A l\u00edngua \u00e9 parte dessa barreira, na vis\u00e3o ignorante de muitos (mesmo sendo uma l\u00edngua de origem europeia). Imagine qu\u00e3o maior n\u00e3o seria a press\u00e3o se fal\u00e1ssemos tupi em vez de portugu\u00eas!<\/p>\n<p>Tudo isso j\u00e1 seria complicaria bastante se n\u00e3o houvesse no Brasil uma cultura do obscurantismo.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, mais uma vez, temos de descontar que aquilo que parece obscuro para a maioria da popula\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o o ser, de fato. Se temos somente 8% de nossos cidad\u00e3os plenamente fluentes na l\u00edngua, a opini\u00e3o que os outros 92% tenham sobre a claridade do que se escreve n\u00e3o deve ser tida em grande conta, assim como a facilidade do conserto de um autom\u00f3vel n\u00e3o precisa ser avaliada por quem n\u00e3o \u00e9 mec\u00e2nico.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que a maior parte da gente se intimida pelos textos escritos unicamente porque n\u00e3o sabe ler direito, e culpa o texto pela pr\u00f3pria ignor\u00e2ncia. Ningu\u00e9m deixar\u00e1 de transferir a culpa para fora de si, se puder, e a l\u00edngua, essa Geni, n\u00e3o responde \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es que lhe fazemos, ent\u00e3o culpemo-la.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 tamb\u00e9m verdade que h\u00e1 muita gente que se esmera em tornar o texto mais dif\u00edcil do que ele precisava ser. No Brasil a l\u00edngua \u00e9 muitas vezes usada como uma ferramenta de exclus\u00e3o, atrav\u00e9s da qual se *seleciona* quem poder\u00e1 ter acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, *requerendo intermedia\u00e7\u00e3o* de um doutor para que coisas simples do dia-a-dia sejam efetivadas. Se os textos fossem redigidos com simplicidade e clareza n\u00f3s n\u00e3o ter\u00edamos demanda para [um milh\u00e3o de advogados](http:\/\/www.conjur.com.br\/2016-nov-18\/total-advogados-brasil-chega-milhao-segundo-oab) (contados apenas os que obtiveram registro na OAB).<\/p>\n<p>Em uma cultura ignorante como a nossa, na qual mesmo um texto de complexidade moderada como esse ser\u00e1 visto pela maioria do povo como uma abusiva parede de texto do tipo Nemly e Nemlerey, a capacidade de turvar adicionalmente o entendimento de um conte\u00fado \u00e9 uma forma de exibir-se. O texto ileg\u00edvel possui uma aura &#8220;arcana&#8221; e quase po\u00e9tica. <\/p>\n<p>A doen\u00e7a da complexidade proposital \u00e9 particularmente encontrada entre os profissionais da Lei e da Sa\u00fade, cujas faculdades parecem ter reimplementado as t\u00e9cnicas do antigo Or\u00e1culo de Delfos, tornando seus conhecimentos acess\u00edveis apenas aos iniciados. No Brasil, sem a intermedia\u00e7\u00e3o de, no m\u00ednimo, um farmac\u00eautico, voc\u00ea n\u00e3o sabe a que medicamento um doutor o condenou. Porque essa coisa de respeitar o paciente dando-lhe a receita datilografada, impressa ou pelo menos escrita em caracteres humanamente leg\u00edveis \u00e9 uma exig\u00eancia irrazo\u00e1vel que n\u00e3o se deve fazer ao Escul\u00e1pio, por exemplo, ou corremos o risco de sermos [chamados de imbecis e analfabetos](http:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/noticia\/2015\/10\/medico-chama-farmaceutico-que-nao-entendeu-letra-analfabeto-no-ma.html). O estudo do Direito \u00e9 outra \u00e1rea onde antigos esoterismos parecem difundir-se. Hoje uma pessoa normal deixa o Ensino M\u00e9dio e entra para uma faculdade, de que sair\u00e1 daqui a cinco anos falando e escrevendo de um jeito peculiar, cheio de latinismos, com uma gram\u00e1tica entortada e um vocabul\u00e1rio extra\u00eddo da edi\u00e7\u00e3o do Caldas Aulete de 1898. A maioria das peti\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es judiciais s\u00e3o t\u00e3o cheias de formalismos e latim que da \u00faltima vez que tentei ler uma em voz alta eu acidentalmente invoquei um antigo dem\u00f4nio.<\/p>\n<p>Finalmente, no \u00faltimo elo de nosso c\u00edrculo infernal de equ\u00edvocos, temos os pobres professores, mal formados, mal pagos e subvalorizados, que tentam lustrar a pr\u00f3pria import\u00e2ncia em um cen\u00e1rio no qual [o magist\u00e9rio n\u00e3o \u00e9 visto como uma profiss\u00e3o de prest\u00edgeio](http:\/\/www.otempo.com.br\/capa\/brasil\/medicina-e-engenharia-s%C3%A3o-as-profiss%C3%B5es-preferidas-dos-pais-1.1070692). Incapazes de reivindicar respeito por si mesmos, eles o fazem apresentando-se como os iniciadores daqueles que um dia deter\u00e3o as profiss\u00f5es mais escolhidas. Sendo o portugu\u00eas um elemento unificador de duas das tr\u00eas profiss\u00f5es de maior prest\u00edgio (especialmente em Direito), mostrar-se como capazes de ensin\u00e1-lo \u00e9 uma maneira de inflar a pr\u00f3pria relev\u00e2ncia. Ademais, considerando o uso que os profissionais de Direito, principalmente, fazem dos conhecimentos adquiridos, propagandear as dificuldades e complexidades da l\u00edngua serve aos seus interesses.<\/p>\n<p>**Um professor de portugu\u00eas que apresente a estudantes de Direito a l\u00edngua portuguesa como algo simples n\u00e3o seria demandado, porque esses estudantes querem a entrega de algo complicado que possam usar para obscurecer e distorcer.**<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 muito p\u00fablico, nos cursinhos de prest\u00edgio e nas faculdades, para a ideia do portugu\u00eas como uma l\u00edngua f\u00e1cil porque uma parte significativa dos 8% que alcan\u00e7aram a profici\u00eancia plena no idioma deseja preservar uma situa\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio que creem ter adquirido em fun\u00e7\u00e3o de seu dom\u00ednio da nossa l\u00edngua em seu aspecto arcano.<\/p>\n<p>Voc\u00ea s\u00f3 tem a oportunidade de compreender o quanto nossa l\u00edngua \u00e9 f\u00e1cil quando come\u00e7a a estudar outras, especialmente se estuda espanhol ou franc\u00eas. <\/p>\n<p>Os m\u00e9todos de ensino do portugu\u00eas formal, baseados na gram\u00e1tica da exce\u00e7\u00e3o e na valoriza\u00e7\u00e3o do complexo, atendem a uma agenda. A simplicidade, infelizmente, fica nas fases iniciais do Ensino Fundamental.<\/p>\n<p>E, acima de tudo, ignora-se que a l\u00edngua formal seja um c\u00f3digo \u00e0 parte, ainda que semelhante, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 l\u00edngua informal e falada. Antes mesmo de ensinarmos as crian\u00e7as como falar e escrever a l\u00edngua padr\u00e3o, preocupamo-nos em matar sua auto-estima a dizer-lhes que elas falam &#8220;errado&#8221; por falarem (e portanto &#8220;serem&#8221;) o que s\u00e3o.<\/p>\n<p>Fiquem estas reflex\u00f5es. Venham as pedras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o muitos os brasileiros que reclamam da dificuldade da l\u00edngua portuguesa. 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