{"id":447,"date":"2010-08-28T23:24:00","date_gmt":"2010-08-29T02:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/letraseletricas.blog.br\/lit\/?p=447"},"modified":"2017-11-02T14:09:25","modified_gmt":"2017-11-02T17:09:25","slug":"consideracoes-sobre-a-ingenuidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2010\/08\/consideracoes-sobre-a-ingenuidade\/","title":{"rendered":"Considera\u00e7\u00f5es sobre a ingenuidade"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 preciso ter a ingenuidade que s\u00f3 a ignor\u00e2ncia permite.<br \/>\nSomente assim \u00e9 poss\u00edvel a coragem de dizer certas coisas<br \/>\nque, mesmo necess\u00e1rias,<br \/>\npermaneceriam caladas na boca do s\u00e1bio que as reconhece<br \/>\nditas por outras bocas, de outros s\u00e1bios.<\/p>\n<p>L\u00e1 fora brilha um sol de versos e de flores<br \/>\ne os sorrisos denunciam que morreu o inverno.<br \/>\nOutro poema aberto jaz diante dos autores<br \/>\nE ningu\u00e9m consegue expressar sua certeza nele.<\/p>\n<p>Porque esse poema ecoa outro poema que nasceu de outro<br \/>\nnuma genealogia infinita de palavras que concordam.<br \/>\nNossa ambi\u00e7\u00e3o do novo nos impede o prazer do \u00f3bvio:<br \/>\no prazer de ainda ser parte do que existe.<\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o pode, na mente emaranhada do poeta<br \/>\ncaber tanto conhecimento que n\u00e3o sobre<br \/>\nignor\u00e2ncia que se possa preencher com fantasia.<\/p>\n<p>Os s\u00e1bios perceberam j\u00e1<br \/>\ne pararam de falar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 preciso ter a ingenuidade que s\u00f3 a ignor\u00e2ncia permite. Somente assim \u00e9 poss\u00edvel a coragem de dizer certas coisas que, mesmo necess\u00e1rias, permaneceriam caladas na boca do s\u00e1bio que as reconhece ditas por outras bocas, de outros s\u00e1bios. L\u00e1 fora brilha um sol de versos e de flores e os sorrisos denunciam que morreu o inverno. Outro poema aberto jaz diante dos autores E ningu\u00e9m consegue expressar sua certeza nele. Porque esse poema ecoa outro poema que nasceu de outro numa genealogia infinita de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[20,89],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/447"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=447"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/447\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2252,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/447\/revisions\/2252"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}