{"id":5984,"date":"2018-09-04T23:02:32","date_gmt":"2018-09-05T02:02:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/?p=5984"},"modified":"2019-06-05T21:24:24","modified_gmt":"2019-06-06T00:24:24","slug":"saque-em-especie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2018\/09\/saque-em-especie\/","title":{"rendered":"Saque em Esp\u00e9cie"},"content":{"rendered":"\n<p>O cliente se aproxima do guich\u00ea. Um senhor entre cinquenta e sessenta anos de idade presum\u00edveis. Pede o saldo da caderneta de poupan\u00e7a. A jovem caixa pede o cart\u00e3o, digita alguma coisa no teclado e solicita digita\u00e7\u00e3o da senha. O saldo \u00e9 impresso e o cliente pergunta:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212; Mo\u00e7a, como faz para eu tirar tudo que eu tenho na minha poupan\u00e7a que eu tenho com a minha mulher?<\/p>\n\n\n\n<p>A funcion\u00e1ria, vamos dar-lhe um nome qualquer, um nome simp\u00e1tico, por\u00e9m, como &#8220;Manu&#8221;. Ela olhou o saldo na tela, eram mais de 100 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212; Senhor, para esse valor \u00e9 preciso comunicar a previs\u00e3o de saque com 48h de anteced\u00eancia para podermos providenciar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212; Muito bem, ent\u00e3o volto depois de amanh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/size0.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-5985\" width=\"435\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/size0.jpg 580w, https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/size0-120x90.jpg 120w, https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/size0-250x188.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 435px) 100vw, 435px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Depois do dia seguinte retorna o cavalheiro. Manu preenche um cheque avulso, d\u00e1 para ele assinar e liga para o tesoureiro, que traz 110 mil reais em esp\u00e9cie. Tiveram que catar dos terminais de autoatendimento e destinar umas centenas de dinheiro trocado, porque a ag\u00eancia estava com encaixe m\u00ednimo. Era uma pilha de dinheiro, com muitas centenas de notas de baixo valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Manu recebe o dinheiro, registra-o contabilmente e ent\u00e3o autentica o cheque avulso. Coloca o dinheiro dentro de uma caixa de papel\u00e3o, tampa e entrega ao cliente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212; Mo\u00e7a, como eu sei se tem 110 mil a\u00ed? Pode conferir para mim?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212; Senhor, estas notas foram contadas mecanicamente pela tesouraria e est\u00e3o com cintas da ag\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212; Mas, e se estiver faltando um pouco, como vou saber? Confere para mim!<\/p>\n\n\n\n<p>Manu teve de contar 3.400 c\u00e9dulas na presen\u00e7a do cliente. Suas m\u00e3ozinhas delicadas ficaram at\u00e9 imundas da sujeira das notas que eram, algumas, refugo j\u00e1. Com o dinheiro, uma hora depois, devidamente conferido, e tendo conseguido provar ao cliente que havia, de fato, 110 mil naquela maldita caixa, Manu tampou-a novamente, deu gra\u00e7as e a entregou ao seu cliente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o ele lhe disse:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8212; Deposita para mim na minha conta individual.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cliente se aproxima do guich\u00ea. Um senhor entre cinquenta e sessenta anos de idade presum\u00edveis. Pede o saldo da caderneta de poupan\u00e7a. A jovem caixa pede o cart\u00e3o, digita alguma coisa no teclado e solicita digita\u00e7\u00e3o da senha. O saldo \u00e9 impresso e o cliente pergunta: &#8212; Mo\u00e7a, como faz para eu tirar tudo que eu tenho na minha poupan\u00e7a que eu tenho com a minha mulher? 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