{"id":6863,"date":"2019-06-27T19:21:51","date_gmt":"2019-06-27T22:21:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/?p=6863"},"modified":"2019-07-17T23:48:58","modified_gmt":"2019-07-18T02:48:58","slug":"a-era-da-literadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2019\/06\/a-era-da-literadura\/","title":{"rendered":"A Era da Literadura"},"content":{"rendered":"\n<p>Ontem, 26 de junho, <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"saiu na Revista \u00darsula o segundo artigo (opens in a new tab)\" href=\"http:\/\/revistaursula.com.br\/blog\/2019\/06\/26\/a-era-da-literadura-pensar-sera-proibido\/\" target=\"_blank\">saiu na Revista \u00darsula o segundo artigo<\/a> de minha s\u00e9rie  de reflex\u00f5es sobre os impactos culturais do que eu chamei de \u201cevangelismo\u201d da Jornada do Her\u00f3i entre os escritores. N\u00e3o sei se terei espa\u00e7o l\u00e1 para publicar a terceira parte, se for o caso, ponho-a no Letras El\u00e9tricas mesmo. De qualquer forma, leia l\u00e1 e deixe seus coment\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" width=\"800\" height=\"515\" src=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/AmericanGothic_GrantWood-800x515.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6864\" srcset=\"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/AmericanGothic_GrantWood-800x515.jpg 800w, https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/AmericanGothic_GrantWood-120x77.jpg 120w, https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/AmericanGothic_GrantWood-250x161.jpg 250w, https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/AmericanGothic_GrantWood-768x494.jpg 768w, https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/AmericanGothic_GrantWood.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div style=\"display: none;\">\n<p>Quando disse, <a href=\"http:\/\/revistaursula.com.br\/blog\/2019\/06\/18\/a-era-da-legoratura-criar-e-pecado-impossivel\/\">no artigo anterior<\/a>, que a Jornada do Her\u00f3i era a \u201cSuprema Caixa\u201d em que os autores teriam de se enfiar, n\u00e3o quis, de maneira nenhuma, sugerir que essa seria a \u00fanica estrat\u00e9gia poss\u00edvel na constru\u00e7\u00e3o da \u201c<abbr title=\"literatura limitada, tal como uma ditadura\">\u201cliteradura\u201d<\/abbr> do futuro, apenas que \u00e9 uma das muitas poss\u00edveis. De fato, a ideia de limitar o terreno cedido \u00e0 arte \u00e9 uma aspira\u00e7\u00e3o conhecida dos autoritarismos. \u00c9 nesse terreno que encontraremos as mentes mais focadas em \u201ccompreender e controlar\u201d as massas. A utiliza\u00e7\u00e3o dos arqu\u00e9tipos para manipular os sentimentos da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, portanto, uma aspira\u00e7\u00e3o nascida da pr\u00f3pria literatura, mas a ela imposta de fora. Pelos ideais da \u201cliteradura\u201d.<\/p>\n<p>A Jornada do Her\u00f3i funciona porque recorre aos arqu\u00e9tipos, fonte dos mitos. Reagimos a esses est\u00edmulos primitivos porque ainda carregamos uma esp\u00e9cie de \u201cmem\u00f3ria gen\u00e9tica\u201d herdada de nossos antepassados trogloditas. Trabalhar a Jornada do Her\u00f3i \u00e9 lidar com instintos e impulsos prim\u00e1rios da psique humana. Aqui sa\u00edmos dos limites da arte e entramos no jogo duro da ideologia, que secularmente pretendeu sufocar a liberdade art\u00edstica.<\/p>\n<p>A Jornada do Her\u00f3i n\u00e3o representaria um problema se a sua ado\u00e7\u00e3o dependesse de uma op\u00e7\u00e3o dos autores, mas ela \u00e9 frequentemente imposta pelos tomadores de decis\u00e3o (editores, produtores, diretores, investidores etc.) que veem nela uma receita f\u00e1cil para o lucro. Ela n\u00e3o seria problema se a sua utiliza\u00e7\u00e3o fosse uma t\u00e9cnica entre diversas poss\u00edveis, mas j\u00e1 ficou bastante evidente que o seu emprego parece ter resultados claros.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 sufocante, porque inverte o processo criativo, fazendo o autor abandonar as hist\u00f3rias espontaneamente imaginadas que n\u00e3o podem ser encaixadas no esquema. Quantas hist\u00f3rias n\u00e3o deixam de ser contadas porque os escritores as descartam assim? Quanto da hegemonia percept\u00edvel da Jornada do Her\u00f3i n\u00e3o deriva justamente de tantas hist\u00f3rias que nela n\u00e3o se enquadrem terem sido suprimidas pelos tomadores de decis\u00f5es, com base na expectativa de que somente a Jornada resulta em sucesso? Quanto desse efeito maravilhoso de que a Jornada \u00e9 capaz n\u00e3o seria, de fato, resultante do condicionamento do leitor moderno a esperar por um arco narrativo fiel a ela?<\/p>\n<p>Esse \u201cdilema Tostines\u201d tem que ser analisado com aten\u00e7\u00e3o, porque esse \u00e9 o mesmo tipo de racioc\u00ednio a embasar outra argumenta\u00e7\u00e3o circular que \u00e9 tamb\u00e9m considerada muito eficiente e que \u00e9 tamb\u00e9m muito prevalente em nossa cultura: a cren\u00e7a religiosa. N\u00e3o foi por acaso que comecei a empregar, desde l\u00e1 no come\u00e7o, os termos \u201cevangelismo\u201d e \u201cideologia\u201d para me referir ao modo como a Jornada do Her\u00f3i \u00e9 apresentada. Existe um aspecto desconfortavelmente teol\u00f3gico aqui.<\/p>\n<p>Precisamos questionar, em algum momento, a afirma\u00e7\u00e3o circular que fundamenta todo o conceito da Jornada, o de que a narrativa de fic\u00e7\u00e3o \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o da mitologia. Isto nunca \u00e9 dito abertamente pelos evangelizadores da Jornada, mas \u00e9 uma conclus\u00e3o inescap\u00e1vel caso voc\u00ea se indague por que uma hist\u00f3ria de fic\u00e7\u00e3o envolvendo personagens contempor\u00e2neos teria de se basear em uma estrutura narrativa criada para narrar os epis\u00f3dios das antigas mitologias. Tamb\u00e9m \u00e9 importante lembrar que <em>uma mitologia \u00e9 somente uma religi\u00e3o que n\u00e3o tem mais adeptos. <\/em>Se h\u00e1 uma institui\u00e7\u00e3o em nossa cultura que realmente recebe o bast\u00e3o da mitologia, esta n\u00e3o \u00e9 a literatura.<\/p>\n<p>Afirmar que a narrativa de fic\u00e7\u00e3o <em>\u00e9 mitologia<\/em> me parece um salto temer\u00e1rio. Embora seja demonstr\u00e1vel que a literatura evoluiu a partir dos textos em que a antiga mitologia foi fixada, com base em que ter\u00edamos de concluir que o processo de fabula\u00e7\u00e3o de novas hist\u00f3rias continua an\u00e1logo ao de coleta e registro dos antigos mitos pelos autores do passado? Essa cren\u00e7a parece s\u00f3lida \u00e0 primeira vista, mas padece de um fixismo que deveria incomodar as mentes modernas: crer, mesmo implicitamente, que a literatura ainda \u00e9 essencialmente uma refabula\u00e7\u00e3o do mito \u00e9 crer, sem perceber, que a cultura liter\u00e1ria n\u00e3o foi capaz de produzir uma for\u00e7a criativa pr\u00f3pria, mesmo dois mil e quinhentos anos depois da inven\u00e7\u00e3o da escrita alfab\u00e9tica e do in\u00edcio da difus\u00e3o da capacidade de ler e escrever.<\/p>\n<p>A Jornada do Her\u00f3i representa, portanto, uma tend\u00eancia reacion\u00e1ria no fazer liter\u00e1rio, busca reatar o processo de cria\u00e7\u00e3o a cren\u00e7as e processos mentais que datam de antes da inven\u00e7\u00e3o da escrita. Nega a racionalidade ao negar a possibilidade de cria\u00e7\u00e3o de elementos liter\u00e1rios novos. Afirma um dogma ao propor que todas as hist\u00f3rias se baseiam em uma s\u00f3.<\/p>\n<p>Ao afirmar tudo isso, o evangelizador da Jornada do Her\u00f3i se prop\u00f5e a nos convencer de que cada autor no mundo est\u00e1 fadado a apenas reescrever e revisar um conjunto limitado de elementos, o que \u00e9 uma maneira educada de dizer que a literatura n\u00e3o tem sentido e que as ambi\u00e7\u00f5es intelectuais dos escritores s\u00e3o ilus\u00f5es de sua vaidade. H\u00e1 at\u00e9 mesmo aqueles que afirmam que a Jornada do Her\u00f3i n\u00e3o somente possui um potencial imenso para explicar a literatura e o mito, mas tamb\u00e9m para explicar o mundo e orientar as nossas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o curioso mundo que vem sendo erguido, tijolinho a tijolinho, pela coopera\u00e7\u00e3o inocente de jovens autores que se deslumbram com a descoberta de que, afinal, existe uma f\u00f3rmula para o sucesso, que pode haver um atalho para a criatividade e que h\u00e1 uma desculpa para a pregui\u00e7a intelectual e a falta de imagina\u00e7\u00e3o. Um mundo em que a predestina\u00e7\u00e3o, uma doutrina controversa, defendida por bem poucas religi\u00f5es, se tornou o \u201cdogma secular\u201d de uma \u201creligi\u00e3o pop\u201d.<\/p>\n<p>Ou ser\u00e1 que esses s\u00e3o realmente dogmas seculares?<\/p>\n<p>Existe uma cren\u00e7a religiosa, pouco difundida no Brasil, mas bastante conhecida em outros lugares, que apresenta pontos de contato bem curiosos com a maneira como os adeptos da Jornada do Her\u00f3i a divulgam e praticam. Essa religi\u00e3o apresenta cinco princ\u00edpios: \u201ctotal deprava\u00e7\u00e3o\u201d da humanidade; \u201celei\u00e7\u00e3o incondicional\u201d dos escolhidos; \u201cexpia\u00e7\u00e3o limitada\u201d dos pecados dos eleitos; \u201cgra\u00e7a irresist\u00edvel\u201d da salva\u00e7\u00e3o e \u201cperseveran\u00e7a dos santos\u201d na gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Ou seja: N\u00e3o h\u00e1 virtude no ser humano, tudo o que ele faz \u00e9 pecar e ofender a Deus desde que, em raz\u00e3o do pecado original, nos afastamos do \u00c9den e passamos a viver fora da Gra\u00e7a divina. Alguns foram escolhidos para a salva\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o por sua f\u00e9 ou m\u00e9rito, e sim porque Deus determinou que fossem. O sacrif\u00edcio de Jesus foi exclusivamente para expiar<em> todos<\/em> os pecados de<em> alguns<\/em>. A predestina\u00e7\u00e3o de Deus n\u00e3o pode ser recusada pelos eleitos nem revertida ou atenuada pelos rejeitados. Por fim, Deus nunca mudar\u00e1 sua opini\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando transpomos isso ao evangelismo da Jornada do Her\u00f3i e verificamos que existe uma correspond\u00eancia entre certos elementos que, mesmo n\u00e3o sendo exata, consegue ser bastante sugestiva para incomodar:<\/p>\n<ol>\n<li>Os escritores n\u00e3o t\u00eam o poder de criar hist\u00f3rias novas, tudo o que podem fazer \u00e9 repisar temas antigos, criados nos prim\u00f3rdios da cultura humana, cada vez mais diluindo a for\u00e7a dos mitos originais;<\/li>\n<li>Alguns fazem sucesso, mas isso n\u00e3o se d\u00e1 pela qualidade de suas hist\u00f3rias; pelo contr\u00e1rio, ocorre em raz\u00e3o de fatores extraliter\u00e1rios. Afinal, o que determina o sucesso de uma obra n\u00e3o \u00e9 o talento do autor ou a est\u00e9tica do texto, por\u00e9m a efic\u00e1cia com que manipula os arqu\u00e9tipos para atingir o inconsciente coletivo do p\u00fablico;<\/li>\n<li>Os livros que utilizam a Jornada e fazem sucesso s\u00e3o, em geral, perdoados de todos os seus defeitos, porque o sucesso \u00e9 uma justificativa em si mesmo;<\/li>\n<li>Mesmo os autores que rejeitam a Jornada ainda a t\u00eam \u201cdiagnosticada\u201d nas suas obras, porque \u00e9 \u201cimposs\u00edvel\u201d criar uma narrativa sem a empregar inconscientemente, ent\u00e3o, por mais que um autor \u201cesperneie\u201d contra o dogma da Jornada, tudo que ele faz \u00e9 in\u00fatil contra a verdade de sua validade;<\/li>\n<li>A Jornada do Her\u00f3i, mesmo tendo sido desenvolvida h\u00e1 muitos mil\u00eanios pelos contadores dos antigos mitos, ainda \u00e9 v\u00e1lida e continuar\u00e1 sendo para sempre, porque a cultura humana n\u00e3o mudou at\u00e9 hoje.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Quem n\u00e3o tiver reconhecido de que estamos falando, os cinco princ\u00edpios mencionados acima s\u00e3o os \u201cCinco Pontos\u201d da religi\u00e3o calvinista, \u00e0s vezes representados por uma tulipa de cinco p\u00e9talas, porque as iniciais dos cinco par\u00e1grafos formam a sigla TULIP.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6865\" src=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/calvin.gif\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"270\" \/><\/p>\n<p>Certamente n\u00e3o quero dizer que Joseph Campbell desenvolveu o monomito porque era calvinista \u2014 ele era cat\u00f3lico. Mas n\u00e3o d\u00e1 para descartar a influ\u00eancia do calvinismo sobre ele, porque Campbell era americano e conviveu por toda a vida com gente de cultura calvinista bastante entranhada. Al\u00e9m do mais, quando me refiro aos \u201cevangelizadores da Jornada\u201d, eu n\u00e3o estou falando do pr\u00f3prio Campbell ou dos estudiosos de mitologia comparada que aderem ao seu conceito de monomito \u2014 mas aos diluidores desse conceito, como George Lucas, Christopher Vogler e uma mir\u00edade de autores, editores, roteiristas e quejandos que enche a boca para falar dessa no\u00e7\u00e3o como se fosse n\u00e3o somente a \u00faltima e melhor, mas a <em>\u00fanica bolacha poss\u00edvel<\/em> no pacote.<\/p>\n<p>Esse calvinismo inconsciente que parece subjacente ao conceito do monomito n\u00e3o \u00e9, de fato, exclusivamente calvinista. Ecos desse mesmo entendimento podem ser encontrados na obra de in\u00fameros te\u00f3logos do passado na tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3-isl\u00e2mica. A ideia de que um s\u00f3 deus criou a tudo e a tudo permeia como um tirano universal \u00e9 um conceito gerador na cultura mediterr\u00e2nea de que herdamos os nossos valores.<\/p>\n<p>De fato, se os adeptos do monomito podem dizer que a literatura nada mais \u00e9 do que uma continua\u00e7\u00e3o est\u00e9ril da mitologia primordial da humanidade, n\u00e3o vejo \u00f3bice a se afirmar, com menos ousadia, por\u00e9m com mais ironia, que a tese do monomito se parece mais com uma doutrina dogm\u00e1tica do monote\u00edsmo ocidental do que com um princ\u00edpio cultural universal. Duvido muito, no entanto, que os \u201cevangelizadores da Jornada\u201d estejam prontos para se ver como pregadores religiosos disfar\u00e7ados de literatos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem, 26 de junho, saiu na Revista \u00darsula o segundo artigo de minha s\u00e9rie de reflex\u00f5es sobre os impactos culturais do que eu chamei de \u201cevangelismo\u201d da Jornada do Her\u00f3i entre os escritores. N\u00e3o sei se terei espa\u00e7o l\u00e1 para publicar a terceira parte, se for o caso, ponho-a no Letras El\u00e9tricas mesmo. De qualquer forma, leia l\u00e1 e deixe seus coment\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6864,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[186,181],"tags":[91,171,57,21],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6863"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6863"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6863\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6866,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6863\/revisions\/6866"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6864"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}