{"id":7248,"date":"2020-07-07T20:41:42","date_gmt":"2020-07-07T23:41:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/?p=7248"},"modified":"2021-02-09T19:49:37","modified_gmt":"2021-02-09T22:49:37","slug":"clark-ashton-smith-alem-da-imaginacao-e-do-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2020\/07\/clark-ashton-smith-alem-da-imaginacao-e-do-tempo\/","title":{"rendered":"Clark Ashton Smith: Al\u00e9m da Imagina\u00e7\u00e3o e do Tempo"},"content":{"rendered":"\n<p>Os que acompanham o meu blog h\u00e1 bastante tempo j\u00e1 ouviram falar muitas vezes de Clark Ashton Smith, um escritor americano de fantasia, relativamente desconhecido no Brasil, mas extremamente influente entre os autores de fic\u00e7\u00e3o e fantasia do mundo angl\u00f3fono. Inclusive voc\u00eas j\u00e1 tiveram a oportunidade de ler aqui algumas tradu\u00e7\u00f5es amadoras que fiz de seu trabalho, al\u00e9m de alguns artigos sobre sua vida e obra.<\/p>\n\n\n\n<ul><li><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2013\/05\/a-ficcao-de-clark-ashton-smith\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2013\/05\/a-ficcao-de-clark-ashton-smith\/\" target=\"_blank\">A Fic\u00e7\u00e3o de Clark Ashton Smith<\/a>.<\/li><li>O Cen\u00e1rio como Elemento Central da Fic\u00e7\u00e3o de Clark Ashton Smith:  <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2013\/06\/o-cenario-como-elemento-central-da-ficcao-de-clark-ashton-smith-1\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2013\/06\/o-cenario-como-elemento-central-da-ficcao-de-clark-ashton-smith-1\/\" target=\"_blank\">Parte I<\/a> e <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2013\/06\/o-cenario-como-elemento-central-da-ficcao-de-clark-ashton-smith-2\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2013\/06\/o-cenario-como-elemento-central-da-ficcao-de-clark-ashton-smith-2\/\" target=\"_blank\">Parte II<\/a>.<\/li><li><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"\u201cVulthoom\u201d e o ciclo marciano de Clark Ashton Smith (sem spoilers)\" target=\"_blank\">Resenha: \u201cVulthoom\u201d e o ciclo marciano de Clark Ashton Smith (sem <em>spoilers<\/em>)<\/a>.<\/li><li><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2014\/01\/terceiro-episodio-de-vathek-fanfic-de-clark-ashton-smith\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/2014\/01\/terceiro-episodio-de-vathek-fanfic-de-clark-ashton-smith\/\" target=\"_blank\">O Terceiro Epis\u00f3dio de Vathek: a <em>fanfic<\/em> de Clark Ashton Smith<\/a>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muito tempo eu tinha o desejo de traduzir Ashton Smith para o portugu\u00eas (foi por isso que  publiquei minhas tentativas de tradu\u00e7\u00e3o aqui no blog), uma vez que o autor era (e ainda \u00e9) praticamente desconhecido entre n\u00f3s. Al\u00e9m das minhas tradu\u00e7\u00f5es, eu s\u00f3 tinha conhecimento de uma ou duas feitas por Renato Suttana (\u201c<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/arquivors.com\/casmith2.htm\" data-type=\"URL\" data-id=\"http:\/\/arquivors.com\/casmith2.htm\" target=\"_blank\">As Abomina\u00e7\u00f5es de Yondo<\/a>\u201d e \u201c<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/arquivors.com\/omundoeterno.htm\" data-type=\"URL\" data-id=\"http:\/\/arquivors.com\/omundoeterno.htm\" target=\"_blank\">O Mundo Eterno<\/a>\u201d s\u00e3o atualmente as \u00fanicas que ele mant\u00e9m em seu s\u00edtio) e n\u00e3o ouvi falar de qualquer livro publicado em portugu\u00eas, ou, pelo menos, no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ano de 2020 este antigo desejo se materializar\u00e1 atrav\u00e9s da Editora Clock Tower, que encampou meu projeto e publicar\u00e1 uma colet\u00e2nea intitulada \u201cAl\u00e9m da Imagina\u00e7\u00e3o e do Tempo\u201d, t\u00edtulo inspirado por uma colet\u00e2nea diferente, publicada nos Estados Unidos pela Arkham House (<em>\u201cOut of Space and Time\u201d<\/em>) e tamb\u00e9m na s\u00e9rie \u201cAl\u00e9m da Imagina\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.catarse.me\/casmith\"><img src=\"http:\/\/www.letraseletricas.blog.br\/lit\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/AIT.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Devido \u00e0s dificuldades econ\u00f4micas do pa\u00eds, a editora lan\u00e7ou um projeto no Catarse para ajudar a pagar os direitos autorais e os custos de publica\u00e7\u00e3o. Se estiver interessado no livro, o seu apoio nesta fase \u00e9 muito importante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m da Imagina\u00e7\u00e3o e do Tempo\u201d pretende dar uma vis\u00e3o geral da parte da obra de Clark Ashton Smith que est\u00e1 mais relacionada ao horror e \u00e0 fantasia mais <em>mainstream<\/em>, especialmente os textos que t\u00eam algum tipo de rela\u00e7\u00e3o com as obras de H. P. Lovecraft e seu c\u00edrculo de amigos e disc\u00edpulos. Este foco significou, infelizmente, que algumas das melhores cria\u00e7\u00f5es do autor tiveram de ficar de fora, como, por exemplo, o ciclo de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica espacial, sua prosa po\u00e9tica e a sua poesia. A obra completa de Clark Ashton Smith passa das tr\u00eas mil p\u00e1ginas, e a editora teve de se limitar a 300&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista este foco predeterminado, \u201cAl\u00e9m da Imagina\u00e7\u00e3o e do Tempo\u201d conduz o leitor a uma viagem liter\u00e1ria pelo tempo (mas n\u00e3o pelo espa\u00e7o, da\u00ed n\u00e3o se ter meramente traduzido o t\u00edtulo americano), come\u00e7ando pela \u00e9poca contempor\u00e2nea e depois retornando \u00e0 pr\u00e9-hist\u00f3ria (ciclo da Hiperb\u00f3rea), \u00e0 idade m\u00e9dia (ciclo de Averoigne) e ao fim dos tempos (ciclo de Zothique). As hist\u00f3rias contempor\u00e2neas e medievais pertencem ao g\u00eanero da baixa fantasia, ou seja, hist\u00f3rias ambientadas em nossa realidade, mas influenciadas por alguns elementos estranhos ou sobrenaturais. As hist\u00f3rias da Hiperb\u00f3rea e de Zothique pertencem ao g\u00eanero da alta fantasia, em que todos os elementos s\u00e3o fict\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/s3-sa-east-1.amazonaws.com\/cdn.br.catarse\/uploads\/redactor_rails\/picture\/data\/287318\/d9de6e87-26fa-4728-9d86-4545f8db9880.jpg\" alt=\"\" width=\"226\" height=\"320\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A sele\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias se baseou em indica\u00e7\u00f5es dadas por <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/stjoshi.org\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"http:\/\/stjoshi.org\/\" target=\"_blank\">S. T. Joshi<\/a> (cr\u00edtico liter\u00e1rio, bi\u00f3grafo de H. P. Lovecraft e especialista nas obras de diversos autores americanos do g\u00eanero) e <a href=\"https:\/\/www.csus.edu\/indiv\/d\/dormanw\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.csus.edu\/indiv\/d\/dormanw\/\">William Dorman<\/a> (enteado de Clark Ashton-Smith e representante oficial de seu esp\u00f3lio liter\u00e1rio). As hist\u00f3rias escolhidas foram:<\/p>\n\n\n\n<ol><li>A Prole Inomin\u00e1vel (<em>The Nameless Offspring<\/em>)<\/li><li>Ca\u00e7adores do Al\u00e9m (<em>Hunters from Beyond<\/em>)<\/li><li>O Retorno do Feiticeiro (<em>The Return of the Sorcerer<\/em>)<\/li><li>Ubbo-Sathla<\/li><li>As Sete Obriga\u00e7\u00f5es (<em>The Seven Geases<\/em>)<\/li><li>A Porta Para Saturno (<em>The Door to Saturn<\/em>)<\/li><li>A&nbsp;Chegada do Verme Branco (<em>The Coming of the White Worm<\/em>)<\/li><li>A Santidade de Az\u00e9darac (<em>The Holiness of Az\u00e9darac<\/em>)<\/li><li>A Besta de Averoigne (<em>The Beast of Averoigne<\/em>)<\/li><li>O Colosso de Ylourgne (<em>The Colossus of Ylourgne<\/em>)<span style=\"text-decoration: underline;\"><\/span><\/li><li>Uma Noite em Maln\u00e9ant (<em>A Night in Maln\u00e9ant<\/em>)<\/li><li>O \u00cddolo Escuro (<em>The Dark Eidolon<\/em>)<\/li><li>Necromancia em Naat (<em>Necromancy in Naat<\/em>)<\/li><li>Morthylla<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>O leitor acostumado ao g\u00eanero do horror c\u00f3smico encontrar\u00e1 nestas hist\u00f3rias diversos elementos conhecidos, como a Hiperb\u00f3rea (cen\u00e1rio compartilhado por Ashton Smith e Robert E. Howard, autor dos contos de Conan, o b\u00e1rbaro), o Necronomicon (cria\u00e7\u00e3o de H. P. Lovecraft) e o Livro de Eibon (inven\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Ashton-Smith). Encontrar\u00e1 personagens familiares como o deus-sapo Tsathoggua, o deus-aranha Atlach-Nacha e os carni\u00e7ais (<em>ghouls<\/em>, em certas tradu\u00e7\u00f5es). Encontrar\u00e1, principalmente, hist\u00f3rias que falam dos medos e sentimentos humanos de uma maneira muito mais rica e profunda do que normalmente permitido pelo g\u00eanero. <\/p>\n\n\n\n<p>Os her\u00f3is e vil\u00f5es de Ashton-Smith experimentam medo, coragem, lux\u00faria, sede de vingan\u00e7a, amor, arrependimento, crueldade, covardia e senso do dever. S\u00e3o personagens que t\u00eam profiss\u00f5es variadas e diversos graus de instru\u00e7\u00e3o e de forma\u00e7\u00e3o. Temos um apicultor, um ex marinheiro, um escultor, um estudante de artes, um monge, um cavaleiro andante, uma prostituta, um poeta, um pr\u00edncipe, um rei, um nobre, um sacerdote e um escultor &#8212; al\u00e9m de, obviamente, muitos feiticeiros, aprendizes de feiticeiro e estudantes de feiti\u00e7aria arrependidos. Esta variedade de origens e de forma\u00e7\u00e3o d\u00e1 mais densidade e credibilidade a esses personagens, que sempre parecem ter mais cor e humanidade do que serem meramente elementos liter\u00e1rios para avan\u00e7ar uma trama concebida desde o in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente de Lovecraft, que parecia incapaz de conceber um final feliz, Ashton Smith n\u00e3o se recusa. Algumas de suas hist\u00f3rias parecem ter um desfecho quase de conto de fadas, outras caminham previsivelmente para a trag\u00e9dia, mas o final mais caracter\u00edstico dos melhores contos de Smith \u00e9 aquele em que o desfecho \u00e9 determinado aleatoriamente. Trag\u00e9dia ou felicidade, esse tipo de final ir\u00f4nico nos surpreende ao quebrar nossas expectativas: o her\u00f3i sobrevive, mas n\u00e3o consegue realizar o desejo do amigo moribundo; o her\u00f3i morre por culpa de um acontecimento fortuito; outro her\u00f3i sucumbe a uma trag\u00e9dia por pura teimosia, apesar de muitos alertas de que havia perigo; o her\u00f3i se sacrifica para salvar o mundo, mas n\u00e3o recebe nenhuma recompensa no al\u00e9m; o her\u00f3i falha em sua miss\u00e3o, mas encontra a felicidade, enquanto o inimigo triunfa; o her\u00f3i rejeita o amor verdadeiro quando o encontra depois de busc\u00e1-lo por uma vida inteira; o monstro n\u00e3o era o inimigo, mas o her\u00f3i; o inimigo era realmente horr\u00edvel, por\u00e9m mais horr\u00edveis foram as pessoas que o tornaram assim e o her\u00f3i contribuiu para a trag\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Cinismo e ironia est\u00e3o presentes na maioria das hist\u00f3rias de Smith, ao lado de doses frequentes de sensualidade (embora nesta colet\u00e2nea os seus momentos mais lascivos n\u00e3o foram inclu\u00eddos). Tanto assim que v\u00e1rios de seus textos podem ser interpretados como <em>s\u00e1tira<\/em> \u00e0 literatura de horror e fantasia<em>.<\/em> Acima de tudo, a literatura de Clark Ashton Smith parece leve e agrad\u00e1vel em portugu\u00eas, apesar da fama de dif\u00edcil que ele adquiriu em sua l\u00edngua materna. N\u00e3o se engane, leitor, eu n\u00e3o tive que perverter o texto para obter esse efeito, \u00e9 que simplesmente Smith gostava de usar um vocabul\u00e1rio pomposo, mas baseado em ra\u00edzes latinas. Esses termos que soavam como \u201cpalavr\u00f5es\u201d em ingl\u00eas, para n\u00f3s soam familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, caro leitor, se voc\u00ea se aproximar de Clark Ashton Smith com uma mente aberta e a boca disposta a dar os risos amarelos que o autor tenta  provocar, poder\u00e1 talvez se divirta muito ao ler estas hist\u00f3rias que, apesar de escritas h\u00e1 mais de sessenta anos, t\u00eam ainda um ar de novidade que pode ser muito mais agrad\u00e1vel de se respirar do que os grossos volumes de genealogias e assassinatos que andaram em voga.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso este projeto seja bem-sucedido, poderemos ter, em breve, um segundo volume incluindo o ciclo marciano (\u201cVulthoom\u201d, \u201cO Habitante do Abismo\u201d, \u201cAs Criptas de Yoh-Vombis\u201d), as hist\u00f3rias de explora\u00e7\u00e3o espacial (\u201cSenhor do Aster\u00f3ide\u201d, \u201cAbandonados em Andr\u00f4meda\u201d, \u201cOs Imortais de Merc\u00fario\u201d), as hist\u00f3rias de terror ex\u00f3tico (\u201cA V\u00eanus de Azombeii\u201d, \u201cO Carni\u00e7al\u201d, \u201cO Beijo de Zora\u00efda\u201d, \u201cOferenda \u00e0 Lua\u201d, \u201cNarrado no Deserto\u201d), de horror c\u00f3smico (\u201cA Corrente de Aforgomon\u201d, \u201cPegadas no P\u00f3\u201d, \u201cA Luz do Al\u00e9m\u201d), as hist\u00f3rias de mundos alien\u00edgenas (\u201cO Dem\u00f4nio da Flor\u201d, \u201cO Labirinto de Maal Dweeb\u201d, \u201cSad\u00e1stor\u201d, \u201cAs Mulheres Flor\u201d), os contos de feiti\u00e7aria e ci\u00eancia (\u201cO Cad\u00e1ver Adicional\u201d, \u201cO Devoto do Mal\u201d, \u201cA Droga Plutoniana\u201d, \u201cA Epifania da Morte\u201d), as hist\u00f3rias de deslocamento espa\u00e7o-temporal (\u201cO Mundo Eterno\u201d, \u201cMudan\u00e7a de Estrela\u201d) e outras inclassific\u00e1veis por mesclarem g\u00eaneros (\u201cUma Vindima da Atl\u00e2ntida\u201d, \u201cViagem a Sfanomo\u00eb\u201d, \u201cA Paisagem com Salgueiros\u201d) &#8212; al\u00e9m de mais boas hist\u00f3rias de Zothique (\u201cA Viagem do Rei Euvoran\u201d, \u201cImp\u00e9rio dos Necromantes\u201d, \u201cO Deus Carniceiro\u201d, \u201cO Jardim de Adompha\u201d, \u201cA Ilha dos Torturadores\u201d, \u201cA Sibila Branca\u201d, \u201cA Escadaria da Cripta\u201d, \u201cA Prole da Tumba\u201d e \u201cXeethra\u201d), Hiperb\u00f3rea (\u201cA Sombra Dupla\u201d, \u201cO Roubo das Trinta e Nove Cintas\u201d), Averoigne (\u201cO S\u00e1tiro\u201d, \u201cO Fazedor de G\u00e1rgulas\u201d, \u201cA M\u00e3e dos Sapos\u201d) e terrores contempor\u00e2neos (\u201cOs Fantasmas de Fogo\u201d e \u201cA Cidade da Chama Cantante\u201d). <\/p>\n\n\n\n<p>Um mundo novo de hist\u00f3rias de horror e fantasia est\u00e1 diante de n\u00f3s. Este \u00e9 apenas o port\u00e3o externo que se abre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os que acompanham o meu blog h\u00e1 bastante tempo j\u00e1 ouviram falar muitas vezes de Clark Ashton Smith, um escritor americano de fantasia, relativamente desconhecido no Brasil, mas extremamente influente entre os autores de fic\u00e7\u00e3o e fantasia do mundo angl\u00f3fono. Inclusive voc\u00eas j\u00e1 tiveram a oportunidade de ler aqui algumas tradu\u00e7\u00f5es amadoras que fiz de seu trabalho, al\u00e9m de alguns artigos sobre sua vida e obra. A Fic\u00e7\u00e3o de Clark Ashton Smith. 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