Amores Mortos

Como você lida com as lem­bran­ças de seus amo­res pas­sa­dos? Qual o cri­té­rio que você usa para bus­car seus rela­ci­o­na­men­tos? Oswaldo Silva, o pro­ta­go­nista de “Amores Mortos” se carac­te­riza por duas pecu­li­a­ri­da­des. Primeiramente ele desen­vol­veu uma pre­fe­rên­cia por “ata­car” as mulhe­res vul­ne­rá­veis, isto é, tomar a ini­ci­a­tiva com aque­las que ele per­ce­bem já esta­rem inte­res­sa­das nele. Esta abor­da­gem é o que ele chama de “pre­da­ção por tocaia”. Além dessa estra­té­gia, que a mai­o­ria dos homens con­si­dera des­pre­zí­vel, inclu­sive pela ten­dên­cia a fazê-​lo colher quase só os “fru­tos mais bai­xos”, Oswaldo não con­se­gue se desen­ven­ci­lhar dos rela­ci­o­na­men­tos falha­dos, o que o leva a pro­lon­gar amo­res que não tem futuro e revi­si­tar pai­xões que já não tinham dado certo. Ao longo da vida, esses hábi­tos o vão levando a uma situ­a­ção emo­ci­o­nal cada vez mais com­pli­cada, na qual ele tem cada vez menos con­trole de suas “esco­lhas”.

Esta é a his­tó­ria deste romance com­plexo, con­tado pela boca de um nar­ra­dor vaci­lante, às vezes bêbado, e deter­mi­nado a “lim­par a barra” de seu pas­sado. As idas e vin­das da his­tó­ria ten­tam con­fun­dir o lei­tor, impedi-​lo de enxer­gar aquilo que Oswaldo, mesmo ten­tando escon­der, acaba por reve­lar.

Acompanhe essa nar­ra­tiva irô­nica, às vezes cons­tran­ge­dora, às vezes como­vente, e tente deci­dir se você odeia Oswaldo ou se com­pa­dece dele, se você lhe reco­men­da­ria um psi­qui­a­tra ou se topa­ria ser a sua pró­xima “vítima” incluída em seu fami­ge­rado cader­ni­nho de capa verde.

Dando con­ti­nui­dade ao meu esforço de fina­li­za­ção e publi­ca­ção atra­vés da Amazon de todas as minhas obras escri­tas até aqui, iné­di­tas ou não, está no ar o romance “Amores Mortos”, escrito em 2011, revisto e fina­li­zado em maio de 2015.

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