Amores Mortos

Como você lida com as lembranças de seus amores passados? Qual o critério que usa para buscar seus relacionamentos? Oswaldo Silva, o protagonista de “Amores Mortos” se caracteriza por duas peculiaridades. Primeiramente desenvolveu uma preferência por “atacar” as mulheres vulneráveis, isto é, toma a iniciativa com aquelas que ele percebe já estarem interessadas nele. Esta é a abordagem a que chama de “predação por tocaia”. Além dessa estratégia, que a maioria dos homens considera desprezível, inclusive pela tendência a fazê-lo colher quase só os “frutos mais baixos”, Oswaldo não sabe se desenvencilhar dos relacionamentos falhados, o que o leva a prolongar amores que não tem futuro e revisitar paixões que já não tinham dado certo. Ao longo da vida, esses hábitos o vão levando a uma situação emocional cada vez mais complicada, na qual tem cada vez menos controle.

Esta é a história deste romance complexo, contado pela boca de um narrador vacilante, às vezes bêbado, e determinado a “limpar a barra” de seu passado. As idas e vindas da história tentam confundir o leitor, impedi-lo de enxergar aquilo que Oswaldo, mesmo tentando esconder, acaba por revelar nas entrelinhas.

Acompanhe essa narrativa irônica, às vezes constrangedora, às vezes comovente, e tente decidir se você odeia Oswaldo ou se compadece dele, se você lhe recomendaria um psiquiatra ou se toparia ser a próxima “vítima” incluída em seu famigerado caderninho de capa verde.

“Amores Mortos” foi escrito em 2011, durante minha convalescença de uma cirurgia de vesícula, em oito dias sucessivos de muito trabalho e pouco juízo. Esta versão foi revista e finalizada em maio de 2015, para tentar participar do Concurso Literário Cidade de Belo Horizonte, e novamente revista em março de 2017, para esta publicação.

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