Há tão pouca gente que ame as paisagens que não existem!

A Qua­li­dade Não É uma Roupa

Alguns crí­ti­cos de arte cos­tu­mam detec­tar a deca­dên­cia da arte helenístico-​​​​romana (e por con­se­guinte da civi­li­za­ção medi­ter­râ­nea antiga) jus­ta­mente no momento em que acon­tece a sepa­ra­ção entre o a cons­tru­ção e o orna­mento. Pois aí, a arte dei­xou de ser vista como uma expres­são para se tor­nar um opci­o­nal. O prag­ma­tismo aca­bou triun­fando sobre a […]

A Per­sis­tên­cia

Minhas lista de links chamou-​​​​me a aten­ção hoje pela coin­ci­dên­cia de quase todos os mem­bros dela, exceto o infa­ti­gá­vel Sér­gio Fer­rari, do blog « Astro Miau », esta­rem encer­rando as ati­vi­da­des. Félix Mara­ga­nha já havia aban­do­nado a lite­ra­tura há cerca de um ano, em um epi­só­dio triste, que incluiu jogar no lixo todos os seus ori­gi­nais inéditos […]

Tra­du­ção: A Vinda do Verme Branco, 5 (C. A. Smith)

O grande ice­berg seguia sem­pre para o sul, levando seu inverno letal a ter­ras onde o sol de verão pas­sava alto. E Evagh mantinha-​​​​se em silên­cio, seguindo de todas as for­mas o cos­tume de Dooni e Ux Loddhan e dos outros. Em inter­va­los regu­la­dos pelo movi­mento das estre­las cir­cum­po­la­res os oito magos subiam à alta […]

Por Causa do Mau Tempo

Fechou-​​​​se o céu e eu me sen­tei para lem­brar, ouvindo a água calma pipo­cando impul­sos gros­sos no papel surdo que esqueci debaixo da goteira. Em algum lugar Jacinto se des­pede, insí­pido como con­se­gue, e Fabi­ana está em casa reto­cando unhas e ator­men­tando os pelos. Todos espe­ram que esteja um dia lindo quando o sol cantar […]

Dicas de Escrita, ou: Por­que Escrevo Tão Mal

« Se con­se­lho fosse bom, nin­guém dava: ven­dia.«   Sabe­do­ria popu­lar (essa que elege o Tiri­rica e assiste BBB) « O segredo da pro­pa­ganda é a pro­pa­ganda do segredo.«   Millôr Fer­nan­des Escri­to­res escre­vem e há uma vari­e­dade de gêne­ros pos­sí­veis para a satis­fa­ção de todas as cate­go­rias de pes­soas dadas à gra­for­reia. Ver­sos cos­tu­mam ser o começo de […]

Phan­tas­ma­go­ria

Um conto base­ado em fatos reais. Ou pelo menos vir­tu­ais, sei lá. O texto con­tém a chave de sua pró­pria inter­pre­ta­ção. E não está em latim. Gui­lherme cons­truíra a sua casa sobre as ruí­nas des­co­nhe­ci­das que ocu­pa­vam um exce­lente ter­reno urbano. Doze tra­ba­lha­do­res com suas máqui­nas remo­ve­ram os res­tos, arran­ca­ram os arbus­tos e aplai­na­ram cada metro […]

Tra­du­ção: A Vinda do Verme Branco, 4 (C. A. Smith)

Ao ver tal enti­dade a pul­sa­ção de Evagh se deteve por um ins­tante, tal o ter­ror e logo a seguir do ter­ror as suas entra­nhas se revol­ta­ram den­tro dele, tal o excesso de nojo. Em todo o mundo nada havia que pudesse ser com­pa­rado à asque­ro­si­dade de Rlim Shai­korth. De alguma forma ele tinha a […]

O Barco de Milhões de Anos

« Ele der­rama as suas lágri­mas vendo o barco de milhões de anos.«  Peter Ham­mill — « The Boat of Mil­li­ons of Years. « Não vamos às estre­las, baby » — assim come­çou o dis­curso do capi­tão. « Em vez disso, vamos impe­dir que o ini­migo vá. » Os sol­da­dos, irre­qui­e­tos, nada per­gun­ta­ram. Era bom saber que os capi­tães e coro­néis sabiam o que fazer. Pena […]

Tra­du­ção: A Vinda do Verme Branco, 3 (C. A. Smith)

Ele teria fugido da casa, sabendo que sua magia era total­mente ine­fi­caz con­tra aquilo. Mas com­pre­en­deu que a morte estava na expo­si­ção direta aos raios do ice­berg e que se dei­xasse a casa ele for­ço­sa­mente entra­ria naquela luz fatal. E tam­bém com­pre­en­deu que ele só, entre os que viviam naquele tre­cho de lito­ral, tinha sido […]

Não Tenho Mais Medo de Andar na Contramão

O desen­canto é uma forma besta de liber­dade, mas como é efi­caz! Anô­nimo mineiro Com­par­ti­lha­ram no Face­book o con­se­lho dado por dois auto­res ame­ri­ca­nos (de que nunca ouvi falar) segundo o qual deve­mos per­der o medo de escre­ver sobre « what we don’t know ». Os demô­nios da tra­du­ção cri­a­ram a ambi­gui­dade entre « saber » e « conhe­cer » e […]

Tra­du­ção: A Vinda do Verme Branco, 2 (C. A. Smith)

De volta à sua casa antes da noite, quei­mou junto a cada porta e janela as resi­nas que são mais ofen­si­vas aos demô­nios do norte, e em cada ângulo por onde um espí­rito pudesse entrar ele situou um de seus fami­li­a­res para guar­dar con­tra a intru­são. Depois, enquanto Ratha e Ahi­li­dis dor­miam, ele pes­qui­sou com […]

Tra­du­ção: A Vinda do Verme Branco, 1 (C. A. Smith)

Por resi­dir junto ao mar boreal, o fei­ti­ceiro Evagh cos­tu­mava ver mui­tos por­ten­tos ines­pe­ra­dos no verão. O sol ardia gélido sobre Mhu Thu­lan, pen­dente de um fir­ma­mento lím­pido e des­bo­tado como gelo. Ao entar­de­cer a aurora se esten­dia do hori­zonte ao zênite, como uma cor­tina de um palá­cio dos deu­ses. Débeis e raras eram as […]

Tra­du­ção: A Vinda do Verme Branco, Índice (C. A. Smith)

« A Vinda do Verme Branco » (The Coming of the White Worm) é um conto de apro­xi­ma­da­mente sete mil pala­vras publi­cado em abril de 1941, na revista Stir­ring Sci­ence Fic­ti­ons. É um dos pou­cos tex­tos de fic­ção publi­ca­dos por Ashton-​​​​Smith após a morte de H. P. Love­craft, seu men­tor e amigo por cor­res­pon­dên­cia. Nesta segunda fase, […]

Resul­tado da Vota­ção: Pró­ximo Conto Traduzido

Dei hoje por encer­rada a vota­ção sobre a pró­xima tra­du­ção de Clark Ashton-​​​​Smith. Con­fesso que fiquei sur­preso com o resul­tado: tudo se enca­mi­nhava para uma fácil vitó­ria do conto « A Vinda do Verme Branco » (The Coming of the White Worm) e por isso já estava até tra­ba­lhando nele, com cerca de 40% da tra­du­ção pronta. […]

Yuri e Natasha

Conto de não fic­ção base­ado em minhas pes­qui­sas sobre a música pop da União Sovié­tica. Pedi­ria aos ami­gos que vive­ram ou vivem na Rús­sia e adja­cên­cias que con­tri­buís­sem catando os meus erros. E que todos se divir­tam ao ler… Enquanto pes­qui­sava sobre música sovié­tica, em rela­ção àquele post malu­qui­nho sobre a música do jogo Super Mario […]

Con­teúdo Publi­cado Segundo uma Licença Cre­a­tive Commons

Licença Creative Commons Esta obra de José Geraldo Gou­vêa, foi licen­ci­ada sob uma Licença Cre­a­tive Com­mons Atribuição-​​NãoComercial-​​SemDerivados 3.0 Não Adap­tada. Per­mis­sões além do escopo dessa licença podem ser obti­das de jggouvea@gmail.com.

Quando não com­par­ti­lha­dos medi­ante a licença Cre­a­tive Com­mons, os tex­tos publi­ca­dos rei­vin­di­cam a pro­te­ção do direito auto­ral segundo os ter­mos da Con­ven­ção de Berna. Per­mi­tida a repro­du­ção exclu­si­va­mente medi­ante cita­ção da fonte, com link. Quando não hou­ver indi­ca­ção de data, fica suben­ten­dido que a data da pos­ta­gem é a de escrita. Todos os tex­tos são de minha auto­ria e, salvo explí­cita indi­ca­ção do con­trá­rio, são de fic­ção: qual­quer seme­lhança com fatos ou pes­soas reais será pro­duto de mera insu­fi­ci­ên­cia de minha imaginação.

Copyright © 2007-2014 by José Geraldo Gouvêa. Blog powered by Wordpress Frontier Theme