Há tão pouca gente que ame as paisagens que não existem!

Nin­guém Tem o Direito de Nunca Ser Ofendido

« O Romance da Uni­ver­si­tá­ria Otá­ria » foi um grande sucesso da Banda Blitz nos anos 80. Falando sobre uma jovem sem rumo na vida que se envolve com um fala-​​​​mansa cha­mado « Abreu », a can­ção incluía uma estrofe que ficou mar­cada para mim até hoje: « Todo mundo quer ir pro céu, mas nin­guém quer mor­rer. » A frase […]

O Nas­ci­mento de Filipe C. Pinto

Tudo come­çou nos tem­pos do Orkut. Eu já havia uti­li­zado alguns per­fis fal­sos (« fakes ») para pos­tar naquela pla­ta­forma algum con­teúdo mais polê­mico. Alguns des­ses per­fis eram ver­da­dei­ra­mente len­dá­rios, como o « Sumo Sacer­dote da Silva », suposto líder da « Igreja Orku­tista da Sal­va­ção », e a depra­vada « Sofista Loura » (uma alu­são a Sophia Loren), que publi­cou na « Novos […]

Sobre Inveja e uma Crí­tica « Razoável »

Minha recente apre­ci­a­ção, ou melhor, « depre­ci­a­ção », da obra do tal Raphael Drac­con atraiu pelo menos uma con­tes­ta­ção. Segundo certo comen­ta­rista no blog Lit­FanBR, que repro­du­zira minha pos­ta­gem, a crí­tica que eu fiz à obra de Drac­con teria sido moti­vada pela « inveja », entre outras con­si­de­ra­ções. Este post não pre­tende des­qua­li­fi­car os cita­dos comen­tá­rios, mas ape­nas esclarecer […]

Mais Pro­vo­ca­ções e Aforismas

Deve ter pau­lista achando que a trans­po­si­ção foi da Can­ta­reira para o Cariri. Toda vez que vejo alguém pos­tar que está « em um rela­ci­o­na­mento sério » com outro alguém, me dá von­tade de dizer « gente, por favor, mais ale­gria em suas vidas… » Ten­tar fazer bem feito não é ser pedante. Temos que parar de con­fun­dir super­fi­ci­a­li­dade com […]

Aven­tu­ras do Ogro em Sampa

O Ogro em Sampa

Depois de sema­nas anun­ci­ando que apa­re­ce­ria no lan­ça­mento dos livros da Caligo Edi­tora, vi-​​​​me gen­til­mente for­çado pelas cir­cuns­tân­cias a com­pa­re­cer, supe­rando minha ver­da­deira paúra de cidade grande. O bugre aqui, como nin­guém deve saber, é nativo da roça com orgu­lho, do tipo que se espanta com o bur­bu­ri­nho de Juiz de Fora e que, em […]

Os Jovens John­nies, Reexplicando

Vou ten­tar de novo expli­car minha posi­ção sobre auto­res bra­si­lei­ros que escre­vem obras ambi­en­ta­das no « estran­geiro », por­que as pes­soas acham que eu, mui­tas vezes, a expresso de forma pre­con­cei­tu­osa con­tra os novos auto­res. O exo­tismo é uma pos­si­bi­li­dade, mas não é uma neces­si­dade. Se você acha que vai ficar legal escre­ver uma obra ambi­en­tada em […]

Venham Ver o Ogro!!!

Con­forme já men­ci­o­nado mais cedo esta semana, esta­rei no dia 30 em São Paulo, jun­ta­mente com outros escri­to­res e lei­to­res e ami­gos da Edi­tora Caligo (rima invo­lun­tá­ria), par­ti­ci­pando do lan­ça­mento de três obras, entre elas uma cole­tâ­nea de nove­le­tas de fic­ção com tema « assas­si­na­tos ». Trata-​​​​se de uma obra cole­tiva, com sete obras, de sete autores […]

Pro­vo­ca­ções e Afo­ris­mas (Em Con­serva, para a Bosteridade)

Sem­pre que um polí­tico dis­ser que vai « cor­tar na carne », fuja, ino­cente! A carne que ele vai cor­tar não é a dele, ó mané! O mundo está cheio de auto­res que seguem a pista do que o público quer. Todos eles « exis­tem » e estão « bem », na medida do pos­sí­vel. Mas de vez em quando surge um […]

Dia 30 em São Paulo

Redrum

Depois de uma fase de difi­cul­da­des, começa o « reboot » de minha car­reira lite­rá­ria, que foi bas­tante pre­ju­di­cada por uma série de fato­res entre 2009 e 2011. Fui sele­ci­o­nado para a anto­lo­gia « RedruM », pro­mo­vida pela Edi­tora Caligo, que tem um pro­jeto edi­to­rial muito con­sis­tente. O entu­si­asmo está grande. No dia 30 o livro será lan­çado em […]

Desa­fio Entre Con­tos: Bruxas

Este mês o desa­fio de fic­ção pro­mo­vido pelo site Entre­Con­tos me atraiu muito, por se tra­tar de um tema que sem­pre me fas­ci­nou: bru­xas. Tão exci­tado eu fiquei que logo parti a escre­ver e, quando dei por mim, cons­truíra «  A Vir­gem do Sabá  », base­ado em uma sinopse dei­xada por Clark Ashton-​​​​Smith. Infe­liz­mente esta his­tó­ria ficou […]

A Per­di­ção do Homem (Bea­trix e Jeannelynne)

O Sabá das Feiticeiras (Goya)

“Ó amiga e com­pa­nheira da noite, ó tu que te rego­zi­jas no ladrar dos cães e no san­gue der­ra­mado, que peram­bu­las por entre as som­bras entre as tum­bas e tra­zes ter­ror aos mor­tais! Gorgo! Mormo! Lua de mil faces, con­tem­pla favo­ra­vel­mente os nos­sos sacri­fí­cios” ― H. P. Love­craft (em “O Hor­ror em Red Hook”) A porta […]

Suzanne, Cara ou Coroa

Acabo de saber pela inter­net que Suzanne Richtho­fen, presa há doze anos pela morte de seus pais, escre­veu à Juíza de Exe­cu­ções Penas que lhe auto­ri­zou o regime semi-​​​​aberto um pedido de adi­a­mento de sua pro­gres­são de pena. O sim­bo­lismo do ato, em suas cir­cuns­tân­cias espe­cí­fi­cas, me tor­nou pen­sa­tivo. São várias as cama­das de perguntas […]

Téc­ni­cas Esque­ci­das de Escrita

Em Home­na­gem a Sér­gio Fer­rari, do blog Astro­miau. Dadaísmo Lique­feito Se o romeno Tris­tan Tzara recor­tava pala­vras do jor­nal para sorteá-​​​​las ale­a­to­ri­a­mente e assim pro­du­zir poe­sia, o mineiro Walito Girão batia pági­nas de diá­rios em um liqui­di­fi­ca­dor, bem rapi­da­mente, e depois des­pe­java o ema­ra­nhado sobre uma car­to­lina. Tinha uma grande van­ta­gem sobre o método dadaísta […]

A Here­sia da Pizza Caseira

A pizza é um ali­mento dos deu­ses. Não digo isto por­que seja excep­ci­o­nal­mente deli­ci­osa, mas por­que são neces­sá­rios atri­bu­tos (e equi­pa­men­tos) ver­da­dei­ra­mente divi­nos para prepará-​​​​la. Equi­pa­men­tos que só exis­tem em tem­plos sagra­dos onde ver­me­lho e verde com­bi­nam. Ten­tar orga­ni­zar um culto domés­tico desta igua­ria é um sacri­lé­gio recom­pen­sado com desas­tre. A huma­ni­dade desen­vol­veu várias tentativas […]

A Dama Pé de Cabra

Con­forme pro­messa antiga, eis minha pri­meira ten­ta­tiva de trans­for­mar a antiga lenda por­tu­guesa da Dama Pé de Cabra em um conto de ter­ror ao gosto moderno. Pre­ser­vei o tra­ta­mento em segunda pes­soa para dar um ar medi­e­val ao texto (que é, de fato, ambi­en­tado na Idade Média), e pro­cu­rei evi­tar, ao máximo, toda moder­ni­za­ção que […]

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