Os Precários Araçás de Pequeri

Eu não sei por quanto tempo
                           ainda
habitarei esta cidade, esta casa,
este corpo, este plano.

Este fruto que apanho
tem o azedo da infância,
tem a beleza da primeira cor;
                     perdida
numa curva da planície
a que chamam vida.

Plantada a ávore, lenta espera
em um jardim que é meu,
                        por ora,
onde uma esperança viveu,
                    mas já não mora.

Não sei o quanto ainda tenho,
ou quanto escorre.
A fruta é um momento,
que já morre.

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