Os Remadores de Ben-Hur

30 agosto há 10 anos

Uma colega que recentemente conclui um MBA por um consórcio de empresas e universidades públicas nos relatou uma história interessante. Disse que, durante uma aula presencial, um dos instrutores do curso teria dito que as coisas que ensinava eram úteis para gerentes, talvez para assistentes de negócios, e para o resto nem valia a pena dizer, afinal, segundo ele, caixas e escriturários “não valem nada mesmo”. Cabe alguma dúvida se as palavras da colega transmitiram corretamente o ocorrido, se as palavras empregadas pelo instrutor foram […]

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Vamos estar odiando gerundismo

22 agosto há 10 anos

Vamos estar odiando gerundismo até você estar parando de estar me incomodando. Enquanto isso estamos sugerindo que você esteja lendo alguma coisa que não esteja sendo os manuais de telemarketing que você tem estado lendo. Para o caso de você não estar entendendo porque estamos achando gerundismo tão irritante estamos sugerindo que você esteja lendo conosco até o fim. Se a sua paciência estiver aguentando é porque você não está prestando atenção ou então você não está sendo mais capaz de estar sentindo porra nenhuma. […]

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Escrevo Melhor que o Carlos Lombardi

17 junho há 10 anos

Mais uma novela imbecil escrita pelo Carlos Lombardi acaba de terminar. Mais uma vez considerada “uma das piores dos últimos tempos”. Mais um festival de homens de peito peludo aparecendo sem camisa, romances vazios baseados no sexo desregrado e nenhuma ideia interessante para desenvolver. É evidente que o cara deve ter um pistolão muito forte dentro da Rede Globo pois, além de serem um fracasso de crítica, as suas novelas não são nenhum sucesso de público. Nunca foram. Cheguei à conclusão de que as novelas […]

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O Monstrinho no Armário

28 Maio há 10 anos

Júlia era uma menina cheia de manias. Principalmente era cheia de manias ruins ou esquisitas. Manias que aprendia de seus colegas, parentes, vizinhos, etc. Recentemente Júlia aprendeu a chorar. Nas primeiras vezes ela chorou naturalmente. O choro que as crianças choram quando perdem ou quando não acham, quando não têm ou quando quebram, quando querem e não podem ou quando não querem e têm que fazer. Mas a mãe de Júlia não tinha paciência e tinha tanta pressa em se livrar logo do choro da […]

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Quero Minha Torre de Marfim

12 Maio há 11 anos

Hoje saí para passear com minha filha e descobri que, apesar do prazer da paternidade, o que eu quero mesmo é minha “Torre de Marfim”. Um lugar bem alto, distante e isolado, em que eu pudesse estar a salvo dos ruídos do mundo e ouvir apenas música boa. Um lugar aonde não chegasse mala-direta, Padre Marcelo Rossi, Mr. Catra, missionários, o cheiro do Ribeirão Feijão-Cru, notícias de balas perdidas… Como todo poeta eu amo às nuvens, aos lugares sagrados, às coisa antigas. Existem até alguns […]

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Teresa e o Pônei

2 Maio há 11 anos

Teresa era uma menina de apartamento. Como toda criança ela gostava de bichinhos, não só dos de pelúcia mas dos de verdade também. Teresa gostava muito de passarinhos e de cavalos: seu grande sonho era um dia poder cavalgar um pônei pelo pasto afora, sentindo o vento nos cabelos e o sol no rosto. Mas o apartamento é um lugar pequeno: ali não dá para ter um cavalo. Coitado do bichinho! Onde ele pastaria? Em que riacho poderia brincar? Teresa até pensou em pedir que […]

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O Fascínio das Papelarias

18 Abril há 11 anos

Quando eu estudava, ainda não existiam essas pequenas maravilhas eletrônicas que hoje caracterizam nosso dia-a-dia. Pesquisas eram feitas em bibliotecas empoeiradas — o bibliotecário era tido como um repositário de saber, reverenciado. Os trabalhos eram penosamente manuscritos, depois transcritos à máquina ou simplesmente passados a limpo por quem tivesse letra bonita. E o trabalho de rascunhar era ainda mais dificultado pelo tipo de material com que tínhamos de trabalhar. Há vinte anos, não existiam mais que quatro marcas de caneta esferográfica (Bic, FaberFix, Compactor e […]

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Reflexos da História em Abril

1 Abril há 11 anos

Em Marte talvez não exista mais nem consciências e nem um céu anil. Que bom que eu não vou voltar mais lá em nenhuma outra encarnação. Na corte de Babilônia o destino sobe pelas paredes e os valores caem por terra. Quando os dedos de Javé resolvem, outra vez o rei se torna analfabeto e o destino cobra pelo atraso. Os homens de Atenas, os que mataram os filósofos, tinham toda razão: a liberdade não é um cidadão. Originalmente escrito em 1º de abril de […]

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