Tradução: A Casa no Limiar

Esta é uma tra­du­ção para o por­tu­guês o romance “The House on the Borderland”, publi­cado em 1907 pelo inglês William Hope Hodgson. Trata-​se de uma obra obs­cura da lite­ra­tura gótica bri­tâ­nica (a meu ver ime­re­ci­da­mente esque­cida), que está de certa forma rela­ci­o­nada a dois outros tex­tos do mesmo autor, mere­ce­do­res ambos de mérito lite­rá­rio: “The Night Land” (A Terra Noturna) e “The Boats of the Glen Carrig” (Os Botes do Glen Carrig) — uma obra de fic­ção cien­tí­fica e um romance de capa e espada mes­clado com fan­ta­sia e pira­tas.

Acredito que as três obras tenham grande poten­cial de atrair lei­to­res moder­nos, espe­ci­al­mente por­que, ao traduzi-​las para o por­tu­guês, tenho a opor­tu­ni­dade de remo­ver o prin­ci­pal defeito do ori­gi­nal: o estilo exces­si­va­mente arcai­zante e empo­lado que o autor empre­gou naque­las duas, ou a rela­tiva falta de poli­mento que carac­te­riza “A Casa no Fim do Mundo”. Tais defei­tos fazem com que mui­tas pes­soas que se inte­res­sa­riam pelo tema em si des­tas his­tó­rias aca­bem se afas­tando. Mas uma tra­du­ção é sem­pre uma opor­tu­ni­dade de recri­a­ção do ori­gi­nal. Embora não me jul­gue à altura de um Eça de Queirós, proponho-​me a fazer pelas obras de Hodgson algo aná­logo ao que o genial autor de “Os Maias” e “A Relíquia” fez com “As Minas do Rei Salomão”, do obs­curo H. Ridder Haggard.

Esta pos­ta­gem ser­virá de índice para que os inte­res­sa­dos na lei­tura pos­sam acom­pa­nhar o pro­gresso, em estilo folhe­tim, de meu tra­ba­lho de tra­du­ção.

Introdução do Manuscrito pelo Autor

Capítulo I — A Descoberta do Manuscrito

Capítulo II — A Planície do Silêncio

Capítulo III — A Casa na Arena

Capítulo IV — A Terra

Capítulo V — A Coisa no Abismo

Capítulo VI — As Coisas Suínas

Capítulo VII — O Ataque

Capítulo VIII — Depois do Ataque

Capítulo IX — Nos Porões

Capítulo X — Os Tempos de Espera

Capítulo XI — A Busca nos Jardins

Capítulo XII — O Abismo Subterrâneo

Capítulo XIII — O Alçapão no Porão Maior

Capítulo XIV — O Mar do Sono

Fragmentos [con­ti­nu­a­ção do capí­tulo XIV]

Capítulo XV — O Ruído na Noite

Capítulo XVI — O Despertar

Capítulo XVII — A Redução da Rotação

Capítulo XVIII — A Estrela Verde

Capítulo XIX — O Fim do Sistema Solar

Capítulo XX — Os Globos Celestes

Capítulo XXI — O Sol Escuro

Capítulo XXII — A Nebulosa Escura

Capítulo XXIII — Pimenta

Capítulo XXIV — Passos no Jardim

Capítulo XXV — A Coisa da Arena

Capítulo XXVI — O Ponto Luminoso

Capítulo XXVII — Conclusão

Luto

O romance ini­cia com a seguinte nota:

A par­tir do Manuscrito des­co­berto em 1877 pelos Srs. Tonnison e Berreggnog nas Ruínas ao Sul do Povoado de Kraighten, no Oeste da Irlanda. Aqui trans­crito, com Notas.

ATUALIZAÇÃO: A ver­são defi­ni­tiva, que dis­po­ni­bi­li­zei em for­mato e-​book, tem o título «A Casa no Limiar», con­forme suge­rido por um lei­tor. 

ATUALIZAÇÃO em 20 de janeiro de 2013: Disponibilizado e-​book em for­mato ePUB. 

11 thoughts on “Tradução: A Casa no Limiar

  1. A Casa No Fim Do Mundo [ William Hope Hodgson ] | Top Livros

  2. Felizmente, Rogério, para cada ingrato que não sabe ou não quer reco­nhe­cer o valor do tra­ba­lho alheio, existe pelo menos outra pes­soa que o valo­riza e o remu­nera. Quem pro­duz con­teúdo cer­ta­mente pensa nos segun­dos, não nos pri­mei­ros.

    Talvez você não dê ao seu tra­ba­lho valor sufi­ci­ente para sentir-​se inco­mo­dado quando ele é apro­pri­ado sem sequer um agra­de­ci­mento, ou tal­vez seu tra­ba­lho não tenha esse valor (supo­nho que a pri­meira hipó­tese seja a mais pro­vá­vel), mas não jul­gue outros pelo modo como você mesmo se julga. Outras pes­soas têm o direito de dese­jar e de sen­tir dife­ren­te­mente de você. E cada um dá valor ao que lhe importa.

    Se você real­mente posta mais do que eu, pos­si­vel­mente lhe custe menos esforço pro­du­zir cada pos­ta­gem, e tal­vez por isso não se inco­mode em ver que não recebe sequer um agra­de­ci­mento ou um reles link de retorno. O essen­cial nesse caso é não jul­gar os outros da mesma forma: rea­li­da­des dife­ren­tes, rea­ções dife­ren­tes.

    De resto, obri­gado por ter vindo comen­tar aqui. Somente sua visita já mas­sa­geia o meu ego.

  3. Verdade seja dita e você me des­culpe josé, mas o mundo não vai parar se você não tra­du­zir mais nada. Simplesmente alguém tra­duz, o mundo é assim não pre­cisa do nosso ego para con­ti­nuar exis­tindo!

    E sobre tra­ba­lho, todos que tem blog tra­ba­lha muito e de graça inclu­sive eu (e posto muito mais que você), passo horas e horas remas­te­ri­zando áudio, e nem por isso “saio” igual um “louco” atrás de quem copia os arqui­vos e não posta os devi­dos agra­de­ci­men­tos!

    Agora se você tem razão ou não, se você é ruim ou não pouco me importa só não vou ficar aqui mas­sa­ge­ando seu ego!

  4. O comen­tá­rio acima é uma res­posta a uma recla­ma­ção que pos­tei em um blog sobre epubs por­que eles divul­ga­vam o meu tra­ba­lho sem colo­car link de volta.

    Reconheço que exa­ge­rei um pouco na recla­ma­ção, que eu espa­lhei em vários luga­res onde vi a minha tra­du­ção sendo difun­dida sem cré­dito devido. Mas eu me senti muito frus­trado ao des­co­brir, por meio de ter­cei­ros, que um tra­ba­lho que eu fiz com muito cari­nho e que demo­rou à beça para ficar pronto, está sendo difun­dido pela inter­net sem dar o devido cré­dito.

    Se os res­pon­sá­veis pela divul­ga­ção tives­sem sim­ples­mente pes­qui­sado no Google pelo título do livro mais o meu nome teriam sido dire­ci­o­na­dos para cá. Mas não o fize­ram. Nem quem fez o e-​book nem quem divul­gou depois. Não recebi sequer um bac­klink. E bac­klinks são a única coisa que eu peço em remu­ne­ra­ção ao tra­ba­lho que divulgo gra­tui­ta­mente aqui. 

    Isso, sim, eu acho lamen­tá­vel. Pode não ser culpa espe­cí­fica do blo­gue man­tido pelo Rogério, mas é parte de uma cul­tura de des­res­peito ao direito auto­ral. Veja bem, eu não estou recla­mando de não me paga­rem, afi­nal, eu não estou cobrando nenhum dinheiro. Estou recla­mando de usa­rem um tra­ba­lho e nem pro­cu­ra­rem dar reco­nhe­ci­mento. E isto ficou tão comum, tão auto­má­tico, que as pes­soas vão pas­sando adi­ante as obras, sem pro­cu­rar saber de onde vie­ram, afi­nal.

    Será que valerá a pena eu tra­du­zir outro livro se o des­tino das minhas horas de tra­ba­lho é serem esque­ci­das, com a divul­ga­ção indis­cri­mi­nado do que eu fiz? Nesse caso, sugiro que os res­pon­sá­veis pela divul­ga­ção tra­du­zam eles mes­mos. Foi essa a suges­tão “mal edu­cada” que fiz ao Rogério, e a outros blo­guei­ros que andam divul­gando a minha tra­du­ção sem dar nenhum reco­nhe­ci­mento.

    É foda. E o pior é que a mai­o­ria dos visi­tan­tes vai achar que eu sou o ran­zinza e o errado. Que sou eu que estou “me indis­pondo” com as pes­soas que divul­gam o meu tra­ba­lho sem pedir nada em troca. A mai­o­ria, com­posta dos visi­tan­tes, com­posta por gente que nunca tra­du­ziu nem letra de música no cur­si­nho de inglês. 

    Houve um tempo em que os artis­tas cos­tu­ma­vam cobrar pelas suas obras, as pes­soas paga­vam e valo­ri­za­vam. Depois sur­giu essa ideia de o artista ’fazer de graça’ por um tempo para cati­var o público. E de repente, com tanta gente fazendo de graça, fica difí­cil come­çar a cobrar, mesmo quando a cobrança é que ape­nas ponham um link de volta para o meu site quando repro­du­zi­rem con­teúdo meu. Eu estou aqui men­di­gando um reles link como recom­pensa por um tra­ba­lho de tra­du­ção que me cus­tou quase cinco meses, nas horas vagas e licen­ças médi­cas de meu ser­viço. Mas mesmo pedir tão pouco já é pedir muito, eu estou sendo into­le­rante e mal edu­cado por ficar ofen­dido de ver o meu tra­ba­lho sendo levado por aí de qual­quer maneira.

    Essas são as mes­mas pes­soas que dizem que no futuro os pro­du­to­res de con­teúdo não pre­ci­sa­rão cobrar dire­ta­mente pelas suas obras por­que ganha­ram com elas indi­re­ta­mente, atra­vés de anún­cios, licen­ci­a­mento, etc. Nada disso será pos­sí­vel se o autor não tiver o direito de ser reco­nhe­cido como autor de sua obra. Tudo que pedi.

  5. osé Geraldo Gouvea sobre seu pri­meiro para­grafo reco­nheço sua indig­na­ção a res­peito do ocor­rido, e peço des­cul­pas de cora­ção, porem tenho cer­teza que não peguei o arquivo em seu blog, nem me lem­bro onde peguei este arquivo.
    Eu geral­mente baixo um monte de arqui­vos (livros digi­tais) e arma­zeno no meu kin­dle, semente depois de alguns dias é que eu posto no Toplivros “http://toplivros.wordpress.com”, para par­ti­lhar com o publico em geral, e quando posto admito que não presto aten­ção neste deta­lhe (falha minha).
    Continue fazendo este otimo tra­ba­lho que nós lei­to­res agra­de­ce­mos. Espero com­par­ti­lhar futu­ros tra­ba­lhos seu com visi­tan­tes deste bog outras vezes!
    Agora sobre seu ultimo para­grafo lamen­tá­vel, pre­firo nem comen­tar para tam­bém não ser mal edu­cado!

  6. Camilo, minha inten­ção é não ser lite­ral. Uma tra­du­ção lite­ral de Hodgson seria into­le­rá­vel, devido ao seu estilo. Ele usa vír­gu­las demais e tem certa ten­dên­cia ao arcaísmo. Acredido que é pre­ciso tra­ba­lhar isso na tra­du­ção, sim.

    De qual­quer forma, a inten­ção não é des­res­pei­tar o autor, mas atu­a­li­zar o seu texto e adaptá-​lo melhor ao cará­ter do por­tu­guês.

    Obrigado pela visita e pelo comen­tá­rio.

  7. Prezado,
    para­béns pela ini­ci­a­tiva.
    Mas lamento que queira “melho­rar” o autor, pre­fe­ri­ria lê-​lo da maneira mais pró­xima do ori­gi­nal pos­sí­vel. Mas, enfim, a tra­du­ção é sua e você tem toda a liber­dade de fazer como queira, prin­ci­pal­mente tendo a dig­ni­dade de dizer como tra­duz, o que é raro entre nós.
    Talvez você des­co­nheça, mas há sim uma edi­ção em por­tu­guês : “A casa sobre o abismo”, pela “Fantásticos econô­mi­cos Newton”, 1996. Foi onde li pela pri­meira vez Hodgson, depois só em espa­nhol e ita­li­ano, infe­liz­mente.
    Muito bem vinda sua tra­du­ção, é real­mente um autor de lite­ra­tura fan­tás­tica que é des­co­nhe­cido entre nós.
    Abraços,
    Camilo Prado.

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