Tradução: A Casa no Limiar

Esta é uma tradução para o português o romance “The House on the Borderland”, publicado em 1907 pelo inglês William Hope Hodgson. Trata-se de uma obra obscura da literatura gótica britânica (a meu ver imerecidamente esquecida), que está de certa forma relacionada a dois outros textos do mesmo autor, merecedores ambos de mérito literário: “The Night Land” (A Terra Noturna) e “The Boats of the Glen Carrig” (Os Botes do Glen Carrig) — uma obra de ficção científica e um romance de capa e espada mesclado com fantasia e piratas.

Esta tradução foi feita porque, na época, eu não sabia da existência de outras traduções em português da mesma obra e acreditava que o autor tem um grande potencial de atração de leitores modernos, devido aos temas que aborda. A tradução foi originalmente publicada aqui no blog, mas desde 12 de novembro de 2017, em respeito à Amazon e também ao público leitor, os links dos capítulos foram inativados, pois a versão que está à venda foi submetida a várias revisões e melhorias, de forma que não faz sentido manter aqui um conteúdo inferior.

Esta postagem servia de índice para que os interessados na leitura pudessem acompanhar o progresso em estilo folhetim, de meu trabalho de tradução.

ATUALIZAÇÃO: A versão definitiva, que disponibilizei em formato e-book, tem o título «A Casa no Limiar», conforme sugerido por um leitor.

11 thoughts on “Tradução: A Casa no Limiar

  1. A Casa No Fim Do Mundo [ William Hope Hodgson ] | Top Livros

  2. Felizmente, Rogério, para cada ingrato que não sabe ou não quer reconhecer o valor do trabalho alheio, existe pelo menos outra pessoa que o valoriza e o remunera. Quem produz conteúdo certamente pensa nos segundos, não nos primeiros.

    Talvez você não dê ao seu trabalho valor suficiente para sentir-se incomodado quando ele é apropriado sem sequer um agradecimento, ou talvez seu trabalho não tenha esse valor (suponho que a primeira hipótese seja a mais provável), mas não julgue outros pelo modo como você mesmo se julga. Outras pessoas têm o direito de desejar e de sentir diferentemente de você. E cada um dá valor ao que lhe importa.

    Se você realmente posta mais do que eu, possivelmente lhe custe menos esforço produzir cada postagem, e talvez por isso não se incomode em ver que não recebe sequer um agradecimento ou um reles link de retorno. O essencial nesse caso é não julgar os outros da mesma forma: realidades diferentes, reações diferentes.

    De resto, obrigado por ter vindo comentar aqui. Somente sua visita já massageia o meu ego.

  3. Verdade seja dita e você me desculpe josé, mas o mundo não vai parar se você não traduzir mais nada. Simplesmente alguém traduz, o mundo é assim não precisa do nosso ego para continuar existindo!

    E sobre trabalho, todos que tem blog trabalha muito e de graça inclusive eu (e posto muito mais que você), passo horas e horas remasterizando áudio, e nem por isso “saio” igual um “louco” atrás de quem copia os arquivos e não posta os devidos agradecimentos!

    Agora se você tem razão ou não, se você é ruim ou não pouco me importa só não vou ficar aqui massageando seu ego!

  4. O comentário acima é uma resposta a uma reclamação que postei em um blog sobre epubs porque eles divulgavam o meu trabalho sem colocar link de volta.

    Reconheço que exagerei um pouco na reclamação, que eu espalhei em vários lugares onde vi a minha tradução sendo difundida sem crédito devido. Mas eu me senti muito frustrado ao descobrir, por meio de terceiros, que um trabalho que eu fiz com muito carinho e que demorou à beça para ficar pronto, está sendo difundido pela internet sem dar o devido crédito.

    Se os responsáveis pela divulgação tivessem simplesmente pesquisado no Google pelo título do livro mais o meu nome teriam sido direcionados para cá. Mas não o fizeram. Nem quem fez o e-book nem quem divulgou depois. Não recebi sequer um backlink. E backlinks são a única coisa que eu peço em remuneração ao trabalho que divulgo gratuitamente aqui.

    Isso, sim, eu acho lamentável. Pode não ser culpa específica do blogue mantido pelo Rogério, mas é parte de uma cultura de desrespeito ao direito autoral. Veja bem, eu não estou reclamando de não me pagarem, afinal, eu não estou cobrando nenhum dinheiro. Estou reclamando de usarem um trabalho e nem procurarem dar reconhecimento. E isto ficou tão comum, tão automático, que as pessoas vão passando adiante as obras, sem procurar saber de onde vieram, afinal.

    Será que valerá a pena eu traduzir outro livro se o destino das minhas horas de trabalho é serem esquecidas, com a divulgação indiscriminado do que eu fiz? Nesse caso, sugiro que os responsáveis pela divulgação traduzam eles mesmos. Foi essa a sugestão “mal educada” que fiz ao Rogério, e a outros blogueiros que andam divulgando a minha tradução sem dar nenhum reconhecimento.

    É foda. E o pior é que a maioria dos visitantes vai achar que eu sou o ranzinza e o errado. Que sou eu que estou “me indispondo” com as pessoas que divulgam o meu trabalho sem pedir nada em troca. A maioria, composta dos visitantes, composta por gente que nunca traduziu nem letra de música no cursinho de inglês.

    Houve um tempo em que os artistas costumavam cobrar pelas suas obras, as pessoas pagavam e valorizavam. Depois surgiu essa ideia de o artista ‘fazer de graça’ por um tempo para cativar o público. E de repente, com tanta gente fazendo de graça, fica difícil começar a cobrar, mesmo quando a cobrança é que apenas ponham um link de volta para o meu site quando reproduzirem conteúdo meu. Eu estou aqui mendigando um reles link como recompensa por um trabalho de tradução que me custou quase cinco meses, nas horas vagas e licenças médicas de meu serviço. Mas mesmo pedir tão pouco já é pedir muito, eu estou sendo intolerante e mal educado por ficar ofendido de ver o meu trabalho sendo levado por aí de qualquer maneira.

    Essas são as mesmas pessoas que dizem que no futuro os produtores de conteúdo não precisarão cobrar diretamente pelas suas obras porque ganharam com elas indiretamente, através de anúncios, licenciamento, etc. Nada disso será possível se o autor não tiver o direito de ser reconhecido como autor de sua obra. Tudo que pedi.

  5. osé Geraldo Gouvea sobre seu primeiro paragrafo reconheço sua indignação a respeito do ocorrido, e peço desculpas de coração, porem tenho certeza que não peguei o arquivo em seu blog, nem me lembro onde peguei este arquivo.
    Eu geralmente baixo um monte de arquivos (livros digitais) e armazeno no meu kindle, semente depois de alguns dias é que eu posto no Toplivros “http://toplivros.wordpress.com”, para partilhar com o publico em geral, e quando posto admito que não presto atenção neste detalhe (falha minha).
    Continue fazendo este otimo trabalho que nós leitores agradecemos. Espero compartilhar futuros trabalhos seu com visitantes deste bog outras vezes!
    Agora sobre seu ultimo paragrafo lamentável, prefiro nem comentar para também não ser mal educado!

  6. Camilo, minha intenção é não ser literal. Uma tradução literal de Hodgson seria intolerável, devido ao seu estilo. Ele usa vírgulas demais e tem certa tendência ao arcaísmo. Acredido que é preciso trabalhar isso na tradução, sim.

    De qualquer forma, a intenção não é desrespeitar o autor, mas atualizar o seu texto e adaptá-lo melhor ao caráter do português.

    Obrigado pela visita e pelo comentário.

  7. Prezado,
    parabéns pela iniciativa.
    Mas lamento que queira “melhorar” o autor, preferiria lê-lo da maneira mais próxima do original possível. Mas, enfim, a tradução é sua e você tem toda a liberdade de fazer como queira, principalmente tendo a dignidade de dizer como traduz, o que é raro entre nós.
    Talvez você desconheça, mas há sim uma edição em português : “A casa sobre o abismo”, pela “Fantásticos econômicos Newton”, 1996. Foi onde li pela primeira vez Hodgson, depois só em espanhol e italiano, infelizmente.
    Muito bem vinda sua tradução, é realmente um autor de literatura fantástica que é desconhecido entre nós.
    Abraços,
    Camilo Prado.

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