A Última Flor do Fascio

Neste sábado correu o mundo a imagem de uma criança agredida por um grupo de torcedores de futebol porque ousara comemorar o gol marcado pelo seu time do coração estando ela no estádio do adversário. Sabe o que isso me faz pensar? Que os níveis gerais de ignorância seguem subindo e as pessoas usam adereços…

Brasil, Ano Zero

Normalmente não escrevo aqui sobre futebol, a não ser em ficção, como no recente conto “Gol de Placa, Gol de Pato”, mas vou abrir uma exceção porque tudo hoje foi exceção. A derrota brasileira para a Alemanha foi um resultado sobrenatural, desses que acontecem uma vez a cada milênio. Tão sobrenatural que nunca acontecer nada…

Gol de Placa, Gol de Pato — Parte 2

Haviam deixado para mim a camisa 2, embora eu fosse pivô, e eu secretamente gostara disso, porque achava que era o meu número de sorte. Comecei o aquecimento enquanto Leleco tomava analgésicos e derramava lágrimas surdas. Meus companheiros de time pareciam não acreditar. — Geraldo, vê se não estraga. — Gente, confiem em mim, quando…

Gol de Placa, Gol de Pato — Parte 1

Ninguém esperava que a Escola Estadual Dr. Norberto conseguisse passar pela fase de grupos do torneiro de futebol de salão dos Jogos Escolares. O time fora montado às pressas, mas conseguiu uma vitórias e um empate, e poderia se classificar para as quartas de final em segundo lugar se mantivesse outro empate com o Colégio…

Colonização Subliminar

Um humorista, não me lembro se britânico ou americano, certa vez definiu “colonização” como o processo através do qual um povo “insere” dentro de outro algo, que pode ser uma comunidade imigrante, uma indústria multinacional, um regime de governo ou outra coisa, e o faz de forma tão profunda que o povo “colonizado” passa a…

Uma Noite em 1993

Era 1993 e eu estava voltando da faculdade, tarde da noite. Havia um burburinho de flamenguistas em um bar assistindo Boca x Flamengo. Os argentinos ganhavam por 1 x 0. Aproximei-me receoso para ver o placar e justo quando cheguei os argentinos marcaram. Gritei Goooooooooooooool e de repente me vi cercado de olhares ferozes. Algumas pessoas se levantavam da cadeira. Sebo nas canelas. Mas era difícil correr gritando— Felizmente sobrevivi para contar a história, e sobrevivi feliz!