Os Que Falham e os Que Nem Tentam

Aqueles que nunca tentam ainda subestimam as catástrofes da derrota, e os que falharam superestimam os confortos da covardia. Perder é horrível, falhar é cabuloso, acovardar-se é detestável, não viver por medo de errar o tornará um velho amargo. Sou especialista em ambas as coisas porque tenho um longo histórico de covardias alternadas com falhas…

Considerações sobre a Ingratidão Política

Há alguns anos, mais precisamente em julho de 2013, deparei-me, algo chocado, com um texto de Stephen Kanitz para a revista Veja intitulado “Por que me odeias se eu nunca te ajudei?” Eu tinha certo respeito pelo autor, a quem eu considerava um raro economista que tinha palavras humanistas, em vez de falar somente em…

O Relativismo como Inimigo da Democracia

A associação entre o relativismo e o autoritarismo foi feita pela primeira vez por Allan Bloom, em The Closing of the American Mind (“O Fechamento da Mentalidade Americana”, que ganhou no Brasil o estranho título de “O Declínio da Cultura Ocidental”). Essa obra tem o estranho subtítulo “Como o Ensino Superior Traiu a Democracia e…

Porque a visão positivista da história está obsoleta

Que critérios determinam que o positivismo é uma visão obsoleta da história? Esta pergunta foi feita por mim mesmo, no Quora, para ser respondida por quem se interessasse. Minha intenção, porém, desde o início era escrever uma resposta minha sobre esse tema — motivada pelos comentários recebidos em minha resposta sobre as distorções da História…

O Conversador

Eu tenho a mania de conversar sozinho, mentalmente. Só que as vezes eu esqueço esse cuidado e começo a sussurrar. Quando percebo que isso aconteceu, olho em volta e começo a assobiar. Eu não sei assobiar. Quando eu converso sozinho, costumo fazer muitas perguntas a mim mesmo. Nem sempre sei as respostas de todas. Então…

Gente que fugiu da escola

Uma tentativa incipiente de entender o fenômeno Olavo de Carvalho, o guru que é reconhecido como filósofo por uma imensa massa de pessoas que nunca leram livros de filosofia. Uma das coisas mais preocupantes a respeito do estado atual da política nacional é a influência de Olavo de Carvalho sobre gente que tem poder de…

Adventavit Asinus

Quando uma pessoa diplomada aprende pseudociências (ou mesmo, ciências sólidas, mas com uma base filosófica fracassada e vulnerável), o efeito é tão ou mais pernicioso que uma pessoa comum reconhecer astrologia como ciência, de fato. — Glauber Frota Gostaria, amigo, de expandir um pouco esse seu raciocínio, mas não antes de cumprimentá-lo por esse diagnóstico….

Livros “Perigosos”

A formação psicológica do ser humano passa por fases nas quais é natural e esperado que tenha “ídolos” em quem se espelhe. Autores, enquanto humanos que são, passam por isso. O amadurecimento do autor é um processo que passa pela superação da idolatria, substituindo-a por uma reflexão mais profunda sobre a arte. Esse processo implica…

A Fila Não Incomoda

“A Fila Não Incomoda”: Um Manifesto Contra a Jornada do Herói e em Favor do Direito de Fazer Tudo Errado foi uma série de artigos que escrevi entre maio e junho de 2014, baseada em minhas leituras de alguns artigos críticos do conceito do monomito de Joseph Campbell. Estes artigos foram consolidados neste texto único,…

O Jurado de Carvalho

Semanas depois de protagonizar o terceiro escândalo sucessivo relacionado ao Prêmio Jabuti, o “Jurado C”, o crítico paulista Rodrigo Gurgel, finalmente [deu a sua versão](http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1194742-o-sistema-literario-brasileiro-esta-doente-afirma-jurado-c-do-jabuti.shtml) dos acontecimentos. Foi justo a imprensa dar-lhe voz, depois das semanas que passou sendo [malhado](http://letraseletricas.blog.br/lit/2012/10/e-la-vem-o-jabuti-de-novo) como judas em Sábado de Aleluia. O crítico teve sua oportunidade de dar suas opiniões, justificando-se ou não. Muita coisa ficou esclarecida, mas em outros casos a emenda foi maior estrago que o pé quebrado do soneto. Com a autoridade de ser a nulidade literária que sou, atrevo-me a comentar o que ele disse, mais uma vez me esmerando em meu trabalho de queimar todas as possíveis pontes que me fizessem cruzar o Rubicão literário.

Ser Forte e Ser Bom

Se posso destruí-lo, então eu sou melhor do que você. Assim funciona o argumento da força, a ética da opressão. Intimidação física enquanto argumento não é algo tão fácil de detectar porque é a ideologia do poder, é assim que se impõem as leis. E é assim que se fazem os heróis: matando, explodindo, derrubando….