Vale ou Não Vale Auto-Publicar-se?

Escrevi este artigo com base em reflexões que tive sobre a minha própria carreira desde 2005 e as ofertas que recebi, entre aceitas e rejeitadas. Gostaria que você que me lê visse isso mais como um depoimento do que como um diagnóstico do mercado. Isto dito, vamos lá. Há quatro coisas que as editoras podem…

Textos Apodrecem

Enquanto luto aqui para tentar terminar o romance “Amores Mortos” (terceira versão), recebo algumas opiniões interessantes de minhas leituras beta. A primeira delas, e a que tem me feito mais pensar, é que duas das leituras puderam identificar, com certa facilidade, a sequência em que as partes do texto foram escritas. Considerando que todo ele…

Literatura em Equipe ou “A Morte da Autoria”

Há algum tempo eu fui convidado pelo blog “Revolução E-Book” a escrever uma série de artigos sobre a minha opinião sobre a referida Revolução. O resultado foi uma série de artigos chamada “[Carta Aberta ao Senhor Motorista do Tanque](http://www.letraseletricas.blog.br/lit/2011/10/carta-aberta-ao-senhor-motorista-do-tanque-indice)”, na qual eu me coloquei na posição do chinês que tentou impedir a coluna de tanques…

Façamos a Literatura Feia

Em um mundo literário no qual o meu modo de pensar é visto como um desvio, uma falta de educação, é reconfortante, de quando em vez, ler alguém que também não se conforma com as nuvens róseas que pretendem predominar na literatura. Gustavo Czekster lavou a minha alma esta semana ao publicar no LiteraTortura [um…

Procuramos Escritores Amestrados

Houve um tempo em que a epítome da injustiça poética era julgar o livro pela capa. Não só esse julgamento ficou mais difícil hoje, dada a proliferação das facilidades para produzir belas capas, como se tornou mais violenta a briga em torno dos acessórios. Afinal me parece que, no mundo editorial, faz-se de tudo para…

Popularidade, Plágio e Advogados

Quando perdemos a noção de nossos direitos, pode às vezes parecer opressão quando querem nos entregar aquilo que devia ser nosso [sugestão de cena ilustrativa: um faquir se recusando a receber pagamento pela sua apresentação]. Às vezes nos acostumamos tanto a entregar de graça o que nos é tão caro, que chamamos de prostituição quando…

O Mundo Fantástico de H. P. Lovecraft!

Gostaria de ter blogado isto antes, mas a rotina corrida dos dias úteis me impediu. Nesta quinta feira chegou às minhas mãos o meu exemplar da antologia “O Mundo Fantástico de H. P. Lovecraft”, da qual participei traduzindo nada menos do que cinco obras do mestre americano do horror cósmico: “A Busca de Iranon” (*The Quest of…

Protesto Contra os Copiadores de Conteúdo

O copiador de conteúdo trabalha contra o objetivo maior do novato, que é o de tornar-se conhe­cido. Aquilo que ele semeia, o copiador vem e arranca. Se você é um escritor novo e des­co­nhe­cido, o seu maior inimigo não é o editor vampiro, porque ele não pode invadir o seu bolso a menos que você o convide a entrar. Com alguma dose de bom senso e bons conselhos, você pode até conseguir utilizar em seu proveito os serviços de uma editora ruim. Mas você não pode fugir do copiador de conteúdo, a menos que evite blogar.

A Falta Que Faz a Profissionalização

Semana de Carnaval animada e acabo de tomar conhecimento da mais nova travessura do blogue LitFanBR, que costuma esculachar o mercado literário brasileiro, especialmente o voltado para a chamada «Literatura Fantástica» — esse termo genérico para toda obra que inclua coisas que não existem, sejam elas sobrenaturais ou não. Alguém, com o pseudônimo de Super…

O Jurado de Carvalho

Semanas depois de protagonizar o terceiro escândalo sucessivo relacionado ao Prêmio Jabuti, o “Jurado C”, o crítico paulista Rodrigo Gurgel, finalmente [deu a sua versão](http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1194742-o-sistema-literario-brasileiro-esta-doente-afirma-jurado-c-do-jabuti.shtml) dos acontecimentos. Foi justo a imprensa dar-lhe voz, depois das semanas que passou sendo [malhado](http://letraseletricas.blog.br/lit/2012/10/e-la-vem-o-jabuti-de-novo) como judas em Sábado de Aleluia. O crítico teve sua oportunidade de dar suas opiniões, justificando-se ou não. Muita coisa ficou esclarecida, mas em outros casos a emenda foi maior estrago que o pé quebrado do soneto. Com a autoridade de ser a nulidade literária que sou, atrevo-me a comentar o que ele disse, mais uma vez me esmerando em meu trabalho de queimar todas as possíveis pontes que me fizessem cruzar o Rubicão literário.