O Livro Mais Perigoso de Todos os Tempos

A literatura europeia dos séculos XIII a XIX está repleta de obras com títulos curiosos em latim e versando sobre problemas espirituais, feitiçaria, alquimia, magia e coisas afins. Entre estas obras encontramos os livros de feitiçaria propriamente ditos, os “grimórios”, os tratados de teologia escritos por gente supersticiosa e também algumas primitivas obras de investigação…

Os Casacos Azuis

A escuridão é um lugar confortável para a minha gente. Estamos acostumados a ela desde há tantos séculos que nem nos lembramos mais; porém; quando a noite é alta, a lua está redonda e uma brisa fria vem cortando; os homens olham para cima com receio e as mulheres, com medo, para os lados. O…

Render-se à Jornada do Herói é Conformar-se

Veja bem. Há uma quantidade limitada de elementos possíveis na ficção. Cabe ao autor utilizar esses elementos de uma forma sábia, para construir uma história legal. Eventualmente você pode até descobrir um elemento novo, mas não veja isso como obrigação. Aqueles que propõem a Jornada do Herói como um paradigma obrigatório estão, porém, muito errados….

A Fila Não Incomoda

“A Fila Não Incomoda”: Um Manifesto Contra a Jornada do Herói e em Favor do Direito de Fazer Tudo Errado foi uma série de artigos que escrevi entre maio e junho de 2014, baseada em minhas leituras de alguns artigos críticos do conceito do monomito de Joseph Campbell. Estes artigos foram consolidados neste texto único,…

Nova Série: O Preço da Passagem (Introdução e Índice)

Em fins de 2008 compartilhei na comunidade literária “Novos Escritores do Brasil” um texto curto intitulado “Ticket to Ride” (infelizmente perdido) no qual eu desenvolvia uma curta história sobre dois (ou quatro) subversivos perseguidos pela polícia nos tempos do regime militar. Este texto, após uma extensa revisão, acabou saindo na coletânea “Sinistro”, da Editora Multifoco, em uma versão condensada que nunca me satisfez plenamente (nada por culpa da editora, apenas percebi tardiamente que o conto precisava de um desenvolvimento mais completo, e que a versão condensada que eu mesmo fizera não conseguia ter a força necessária).A condensação que fiz, a pedido do +Frodo Oliveira, editor da coletânea, aproveitava o desfecho que eu escrevera para uma versão anterior do conto, e tinha cerca de 30% de texto a menos. Na época eu achei que era uma boa opção, pois eu tinha medo que o texto ficasse ilegível de tão grande (hoje em dia já tem quem fale em “literatura no twitter.com”). Hoje mudei de ideia, e por isso aqui estou restaurando a versão original, imensa e mais complexa.Sobre esta complexidade, um dado chamará a atenção do leitor: existem dois desfechos dentro da história, um passado e um presente, e duas técnicas narrativas que se sucedem. Talvez este seja o meu conto mais ousado em termos de concepção estrutural. Tão ousado que deixou de ser conto e virou uma noveleta (termo que eu não conhecia em 2009, época em que o publiquei na dita coletânea).Parte 1Parte 2Parte 3

[Tradução] O Explosivo de Baumoff (William Hope Hodgson)

*Dally, Whitlaw e eu discutíamos a estupenda explosão que recentemente ocorrera nas cercanias de Berlim. Nos maravilhávamos com o extraordinário período de escuridão que se seguira, e que dera curso a tanto comentário nos jornais, com teorias a rodo.*

*Os jornais tinham tomado conhecimento do fato de que as autoridades de guerra estariam experimentando um novo explosivo, inventado por certo químico chamado Baumoff, e se referiam a ele constantemente como “O Novo Explosivo de Baumoff”.*[…]

Já que Castro Alves não Está Vivo para se Defender

Recente artigo de autoria da “psicóloga cristã” Marisa Lobo publicado no portal GospelMais procurou diminuir o peso das bobagens ditas a respeito da África pelo pastor e dublê de deputado Marco Feliciano. Já que as declarações do indivíduo são indefensáveis perante o bom senso (embora não perante a justiça que, neste país, tem apenas uma…